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Banner, esse imortal

O banner chega aos 20 anos consolidado como padrão de publicidade online. Um amigo até o chama, por analogia, de “o comercial de 30 segundos da internet”.

Curiosamente, desde sua criação, o clique sempre foi a maior preocupação nas campanhas online. Podemos dizer que o banner foi pensado como veículo para publicidade de performance, porque a primeira peça veiculada já tinha o tal call to action: “Você já clicou aqui? Pois irá”, diz o texto no que é considerado o primeiro banner veiculado na web.

O primeiro banner, publicado no site Hot Wired, em 1984.

Paradoxalmente, sua vocação também é de outdoor, pois o banner eficiente é aquele que captura a atenção em poucos segundos. Porém, o outdoor tradicionalmente é utilizado em campanhas de branding. Haja visto que, como digo em todas as minhas palestras sobre o tema, ninguém para o carro, dá um tapa no outdoor e corre ao supermercado comprar o produto anunciado.

Então, por que nosso amigo banner depende tanto do clique?

Há diversos estudos, desde o início da década, que mostram a capacidade do banner em campanhas de branding. Mas, claro, nada se compara à emoção de um vídeo. “Qual foi a última vez que um banner te fez chorar?”, costumam dizer os defensores dos comerciais de televisão e das campanhas de vídeo na internet.

Devo confessar que muitos vídeos já me fizeram chorar sim. De raiva. Pois nos tempos de conexão discada, era praticamente impossível assisti-los online. Daí o enorme sucesso do banner. Hoje, temos internet em alta velocidade à nossa disposição, seja no computador ou no celular, e por isso pouca gente lembra (ou nem mesmo vivenciou) o drama que era baixar qualquer coisa que tivesse próximo ou mais de 100kb. Daí o motivo do banner já ter tido como peso máximo 12kb; depois foi subindo gradativamente, conforme a conexão melhorou, e os formatos de rich media foram tornando-se mais populares.

Sobre o futuro, a minha opinião é que, para a infelicidade de seus inúmeros críticos e assassinos em potencial, o banner seguirá vivo, evoluindo e prosperando, assim como aconteceu com o comercial de televisão: em um mundo onde todos falam de interatividade, engajamento e afins, o bom e velho comercial de 30 segundos segue sendo o formato mais rentável, eficiente (até mesmo o YouTube resolveu veicular campanhas na TV!) e utilizado da publicidade mundial. Ah, não se esqueça que até mesmo nas campanhas em dispositivos móveis o banner ainda é o formato mais popular!

Com a explosão da mídia programática, as compras de banner devem passar a ficar cada vez mais concentradas neste modelo, dado sua praticidade e escalabilidade. Os planejadores de mídia e os departamentos comerciais (e de conteúdo) dos veículos ficarão liberados para pensarem outros formatos especiais e mais engajadores, seja de publicidade nativa, social ou vídeo.

Ah, recentemente mais um escreveu sobre a morte do banner e rapidamente o CEO do IAB nos EUA fez um brilhante artigo em sua defesa.

O banner não vai morrer. Desista.

 

Artigo publicado no Webinsider 

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O maior evento de comunicação digital. E você nunca ouviu falar dele.

Esqueça o MIXX. Esqueça o ad:tech.

Se você tiver que escolher um evento de marketing digital para ir ano que vem você tem duas opções: Festival de Cannes ou dmexco.

Isso mesmo: o dmexco – Digital Marketing Exposition and Conference acontece há cinco anos em Colônia, na Alemanha. Este ano foi dias 18 e 19 de setembro. Esta foi minha primeira vez lá e voltei completamente embasbacado.

Alguns números, para dar uma ideia do que estou falando:

  • 742 expositores de 26 países
  • mais de 450 palestrantes
  • mais de 26 mil inscritos

Como referência, o MIXX do IAB em NY, que é o evento mais popular do mercado online brasileiro, tem em média público de 2 mil pessoas e uma feira que não chega a 100 expositores. O público do ad:tech bate em 9 mil.

Já Cannes é o maior evento da publicidade mundial, mas não é exclusivo de digital.

demexco_stand_googleA feira é um grande centro de negócios e conta com a presença dos tradicionais gigantes como Google e Facebook, mas também dos improváveis Yandex, o maior mecanismo de busca da Rússia, e o Baidu, líder na China.

Quanto às palestras: são cinco espaços simultâneos, que incluem desde painéis até workshops.

O nível dos palestrantes impressiona. No primeiro dia a abertura foi do CMO global da Unilever e para fechar o líder global de brand building da Procter&Gamble. Simplesmente dois dos maiores anunciantes do mundo.

Se você se interessa por compra de mídia em tempo real, que tal um painel com o CEO da OpenX, o CEO da Turn, o CEO da Pubmatic, o COO global da Xaxis e o CEO da Annalect. Como se não bastasse, o moderador foi Mr. Lumascape em pessoa, Terry Kawaja. O vídeo está no YouTube.

Tim Armstrong (CEO da AOL), Nigel Morris (CEO Americas&EMEA da Aegis), Greg Coleman (CEO da Criteo), Mark D’Arcy (Diretor Global de Criação do Facebook) e Amir Kassei (CCO global da DDB) foram alguns dos que passaram pelo palco. Isso apenas no primeiro dia e em uma das salas, a principal, claro.

Twitter, Razorfish, Rubicon Project, Deutsche Telekon, Phillips e centenas de outras empresas desfilaram novidades, conceitos e cases.

Os temas são bastante abrangentes e incluem palestras 100% em alemão. Eu não entendo nada, mas entrei em uma apenas de curiosidade. O que consegui captar foi “big data”, “second screen”, “programmatic”. Ou seja, temas pertinentes em nosso mercado também.

Vale a pena conferir alguns dos vídeos disponíveis no YouTube.

Se sua preocupação é conciliar trabalho com lazer (leia-se ir às compras), com certeza o MIXX ou o ad:tech seguem sendo boa opção. Agora, se sua opção é conhecer pessoas, empresas e assistir palestras de altíssimo nível, sem dúvida reserve espaço em sua agenda para a dmexco 2014.

Artigo publicado no Webinsider

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Privacidade online sem radicalismos

Nossa vida hoje está toda online, seja em sistemas abertos ou fechados.

Seus dados comerciais, pessoais, tudo pode ser acessado via internet, goste você ou não. Seu celular rastreia, até mesmo quando desligado, sua localização, você já viu isso em inúmeros filmes.

Eu sou fervoroso usuário do Facebook. Disponibilizo fotos, faço check-in e tudo mais o que o site permite. Mas procuro limitar o acesso, criando listas e dividindo os amigos dos “amigos”. Uso bastante o Twitter, este mais para trabalho. MSN e GTalk abandonei, graças ao Facebook, mas passava o dia todo online. Google Plus? Não me seduziu, ainda. Nem o Instagram e Pinterest, onde posto mas não entro para ver o que outros postaram.

Já conheci algumas pessoas online e ficamos bons amigos antes mesmo de nos conhecermos pessoalmente. Por exemplo, colaboro escrevendo artigos no site Webinsider desde 2003 e nunca me encontrei com o sócio e editor.

Por outro lado, nossa declaração de imposto de renda é enviada via internet. Por mais que digam que o sistema é inviolável, sabemos que nem sempre é assim. Não é de hoje que você encontra em camelôs as famosas listas de nomes e contatos da Receita Federal, muito usadas em spam e, antes da internet, malas direta. Sem sua autorização.

Uso a internet praticamente para tudo.

Banco? Internet
Compras no supermercado? Internet
Ingressos pra cinema? Internet.
Televisão? Assisto os seriados norte-americanos via web.
Música? Downloads online, claro.
Viagens? Hotéis e passagens compradas sempre online, sempre!

Via internet você pode até mesmo monitorar a segurança de sua casa. Pense bem e veja o quanto a internet está dentro de sua vida hoje.

Ok, você pode até não ser um “radical” online como eu. Meu pai, por exemplo. Avesso a tecnologia. Tem um celular que quase não usa e o modelo mais simples que existe (pessoalmente, acho o iPhone mais simples que o dele, mas enfim…). Não tem computador, não tem internet, nunca teve um dvd, parou no videocassete.

Isto, claro, não o impede de ser uma das pessoas mais bem informadas e articuladas para qualquer tema – de esporte a política, passando por história – que conheço. Mesmo ele vive comentando “como esses caras (leia-se políticos, comentaristas de futebol e outros menos graduados) na TV falam besteira. Pena que não tenho um computador e e-mail aqui, senão responderia no ato para eles”.

Se você fizer uma busca no Google pelo meu nome, serão milhares de resultados, mesmo excluindo os homônimos. Google aliás que botou fim em diversas discussões acaloradas em mesas de bar. Afinal, se você tem dúvida sobre algum assunto, não precisa mais perder horas filosofando e fazendo apostas sobre quem está certo ou errado. Dá um Google. Ok, concordo que nisso a internet só atrapalhou, pois nada como uma boa filosofia de boteco.

Existe uma grande discussão no mundo todo sobre privacidade na internet. A concentração de informação nas mãos de poucas empresas preocupa entidades da sociedade civil, pois isto pode ser usado de forma abusiva, especificamente para fins publicitários.

Legal, concordo. Mas pense bem: sua vida está toda online já, goste você ou não. Sabe meu pai, aquele que não acessa a internet? Pois é, tem informações sobre ele online, basta ir ao Google. Por outro lado, nos últimos quatro meses ele teve seu cartão clonado, possivelmente em postos de gasolina e restaurantes.

A discussão sobre privacidade é importante, sem dúvida, mas precisamos de cautela e evitar que aproveitadores – especialmente políticos – usem este pretexto para se promover e com isso prejudicar não apenas negócios saudáveis, como a publicidade, a produção de conteúdo e o comércio eletrônico, mas também a vida das pessoas, que usam a internet para trabalho e entretenimento.

Para exemplificar o absurdo a que o radicalismo pode nos levar, veja este site criado na Holanda por uma coalisão de empresas e o IAB. Ele respeita todas as normas de privacidade que vem sendo discutidas na Europa.

Experimente navegar e você vai entender do que estou falando.

(Artigo publicado na revista ProXXIma e no Webinsider.)

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“Mas é um ipad, não um computador”

“Desliguem seus aparelhos eletrônicos, computadores, pagers, videogames”. Mas nada sobre iPad, o que levou uma senhora a tecer este comentário do título. Ouvi a frase em um vôo internacional, coincidentemente ou não, quando estava a caminho de um evento de inovação na Suíça, o Lift 2012.

(Pagers. Quem hoje em dia ainda anda com um pager?)

Apesar de todos os discursos de que os tablets vão substituir os computadores, pessoas como a minha colega de vôo ainda os enxergam como coisas diferentes. Aliás, o pessoal da segurança dos aeroportos também, afinal você precisa tirar o notebook de sua mochila para o raio-X, mas o iPad não.

É um conceito interessante este de inovação. O que é inovação? Social media é inovação?

“Sim, mudou a forma das pessoas se relacionarem, entre si e com empresas. Mas não consigo ficar atualizado com todo o que acontece, ainda mais com o conteúdo gerado pelas pessoas via Twitter e Facebook, principalmente” você pode dizer.

Essa é uma grandes queixas hoje em dia: “information overload”.

E se eu te disser que este problema existe desde sempre e gente como Platão reclamava, em 370 antes de Cristo, que “Nossa habilidade em escrever nos impedirá de lembrar de tudo” ou então Seneca, um dos mais célebres advogados e filósofos do Império Romano, que afirmou “a abundância de livros é uma distração”. Uau!

Anais Saint Jude, diretora do BiblioTech Program na Universidade de Stanford, fez uma brilhante apresentação no Lift, com o título “From Gutenberg To Zuckerberg” e mostrou que não é de hoje que a humanidade sofre com o excesso de informação. E também que o fenômeno das redes sociais vem de muito antes do experimento dos seis graus de separação, de Milgram. O século 17, com suas diversas inovações, como a descoberta da América, as teorias de Copérnico e principalmente o surgimento da prensa de Gutenberg, trouxe uma troca de informações comparável ao que vivenciamos hoje. Claro, entre os séculos 14 e 17 era a troca de correspondências entre mercadores de Veneza até os Iluministas franceses, que cumpriam o papel do Twitter e Facebook, ao trazer notícias em informações em “tempo real.

Qual a última coisa que você faz quando acorda? Se for como eu, é pegar o celular ou o iPad e checar o Twitter e Facebook. Novidade? Que nada, Voltaire já acordava ditando cartas, como podemos comprovar na famosa pintura “Le Lever de Voltaire”.

Mas inovação está em todos os lugares. Até mesmo onde não pensamos. O dinheiro, por exemplo. Até a revolução industrial, o trabalho era algo que não existia. Você gerava recursos para sua própria sobrevivência e trocava, por exemplo, seus vegetais por um porco que iria abater para sua refeição.

Você já ouviu falar de bitcoin? É uma moeda virtual criada em 2009 baseada no conceito de P2P e que até hoje gera muita controvérsia, tendo inclusive sendo combatido nos EUA por senadores e órgãos governamentais. Adriana Jeffrieis, repórter do The New Yorker Observer, mostrou todos os lados desta controvérsia, que foi capa de revistas como FastCompany e Forbes, além de tema de um episódio recente da séria The Good Wife.

Sem dúvida a internet mudou muito o mundo, mas muitas coisas já estavam por aí, pois fazem parte da natureza humana. Recomendo a vocês acompanhar os vídeos da Lift 2012 que estão sendo postados no site vídeos.liftconference.com pois tenho certeza que irão curtir, pra usar um termo bem popular. Se tiver que escolher apenas um para assistir, não perca a apresentação do coreano Hojun Song, que construiu um satélite em casa e que irá para o espaço em agosto.

Texto publicado na revista ProXXIma de abril/2012 e no Webinsider.

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“Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”.

Esta afirmação, proferida pelo ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels, nunca foi tão verdadeira e perigosa como nos dias de hoje, tempos de internet e redes sociais.

Ninguém mais checa fatos, deu no Twitter ou no Facebook, virou verdade absoluta.

Veja por exemplo a fantasiosa declaração de Zuckerberg sobre o comportamento dos brasileiros nas redes sociais. Ou as incontáveis citações de Arnaldo Jabor, Clarice Lispector e Caio Abreu criadas por anônimos. Ou o vídeo Kony 2012, com suas informações desatualizadas (este talvez um dos melhores exemplos de Propaganda dos últimos anos).

Cuidado com o que você lê. Cuidado com o que você escreve. Cuidado no que você acredita. E, principalmente, cuidado com o que você dá RT ou Like.

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Qual o tamanho da internet?

Este infográfico oferece uma bela visão de 2011. Fonte valiosa de informação, aproveite.

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Pizzaria Google


– Pizzaria Google, senhor. Qual é o seu pedido?
– Mas este telefone não era da Pizzaria do…

– Sim senhor, mas a Google comprou a Pizzaria e agora sua pizza é mais completa.
– OK. Você pode anotar o meu pedido, por favor?
– Pois não. O Senhor vai querer a de sempre?
– A de sempre? Você me conhece?
– Temos um identificador de chamadas em nosso banco de dados, senhor. Pelo que temos registrado aqui, nas últimas 53 vezes que ligou, o senhor pediu meia quatro queijos e meia calabresa.
– Puxa, eu nem tinha notado! Vou querer essa mesmo…
– Senhor, posso dar uma sugestão?
– Claro que sim. Tem alguma pizza nova no cardápio?
– Não senhor. Nosso cardápio é bem completo, mas eu gostaria de sugerir-lhe meia ricota, meia rúcula.
– Ricota ??? Rúcula ??? Você ficou louco? Eu odeio estas coisas.
– Mas, senhor, faz bem para a sua saúde. Além disso, seu colesterol não anda bom…
– Como você sabe?
– Nossa Pizzaria tem o banco de dados mais completo do planeta. Nós temos o banco de dados do laboratório em que o senhor faz exames também. Cruzamos seu número de telefone com seu nome e temos o resultado dos seus exames de colesterol. Achamos que uma pizza de rúcula e ricota seria melhor para sua saúde.
– Eu não quero pizza de queijo sem gosto e nem pizza de salada. Para isso tomo meu remédio para colesterol e como o que eu quiser…
– Senhor, me desculpe, mas acho que o senhor não tem tomado seu remédio ultimamente.
– Como sabe? Vocês estão me vigiando o tempo todo?
– Temos o banco de dados das farmácias da cidade. A última vez que o senhor comprou seu remédio para Colesterol faz 3 meses. A caixa tem 30comprimidos.
– Porra! É verdade. Como vocês sabem disto?
– Pelo seu cartão de crédito…
– Como?!?!?
– O senhor tem o hábito de comprar remédios em uma farmácia que lhe dá desconto se pagar com cartão de
crédito da loja. E ainda parcela em 3 vezes sem acréscimo… Nós temos o banco de dados de gastos com cartão na farmácia. Há 2 meses o senhor não compra nada lá, mas continua usando seu cartão de crédito em outras lojas, o que significa que não o perdeu, apenas deixou de comprar remédios.
– E eu não posso ter pago em dinheiro? Agora te peguei…
– O senhor não deve ter pago em dinheiro, pois faz saques semanais de R$ 250,00 para sua empregada doméstica. Não sobra dinheiro para comprar remédios. O restante o senhor paga com cartão de débito.
– Como você sabe que eu tenho empregada e quanto ela ganha?
– O senhor paga o INSS dela mensalmente com um DARF. Pelo valor do recolhimento dá para concluir que ela ganha R$ 1.000,00 por mês. Nós temos o banco de dados dos Bancos também. E pelo seu CPF…
– ORA VÁ SE DANAR !
– Sim senhor, me desculpe, mas está tudo em minha tela. Tenho o dever de ajudá-lo. Acho, inclusive, que o senhor deveria remarcar a consulta que o senhor faltou com seu médico, levar os exames que fez no mês passado e pedir
uma nova receita do remédio.
– Por que você não vai à m….???
– Desculpe-me novamente, senhor.
– ESTOU FARTO DESTAS DESCULPAS. ESTOU FARTO DA INTERNET, DE COMPUTADORES,
DO SÉCULO XXI, DA FALTA DE PRIVACIDADE, DOS BANCOS DE DADOS E DESTE PAÍS…
– Mas senhor…
– CALE-SE! VOU ME MUDAR PARA BEM LONGE DESTE PAÍS. VOU PARA AS ILHAS FIJI OU ALGUM
LUGAR QUE NÃO TENHA INTERNET, TELEFONE, COMPUTADORES E GENTE ME VIGIANDO O TEMPO TODO…
– Sim, senhor…entendo perfeitamente.
– É ISTO MESMO! VOU ARRUMAR MINHAS MALAS AGORA E AMANHÃ MESMO VOU SUMIR DESTA CIDADE.
– Entendo…
– VOU USAR MEU CARTÃO DE CRÉDITO PELA ÚLTIMA VEZ E COMPRAR UMA PASSAGEM SÓ DE IDA
PARA ALGUM LUGAR BEM LONGE DE VOCÊ !!!
– Perfeitamente…
– E QUERO QUE VOCÊ ME ESQUEÇA!
– Farei isto senhor…

…(silêncio de 1 minuto)

– O senhor está aí ainda?
– SIM, PORQUE? ESTOU PLANEJANDO MINHA VIAGEM… E PODE CANCELAR MINHA PIZZA.
– Perfeitamente. Está cancelada.

…(mais um minuto de silêncio)

– Só mais uma coisa, senhor…
– O QUE É AGORA?
– Devo lhe informar uma coisa importante…
– FALA, CACETE….

– O seu passaporte está vencido!

(dica da Silvia Pachikoski)

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