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A lei, ora a lei!

Publicitário se acha, né?

Você entra na maioria das agências e estão lá nas paredes anúncios de todo o tipo, como se fossem obras de arte. Sempre me pergunto por que meu dentista não pendura na parede uma foto daquele canal super bacana que ele fez em mim.

Enfim, o mercado publicitário tem por tradição a auto-regulamentação, coroada pela a criação do CONAR na década de 70. Todas as agências respeitam este pacto de cavalheiros: se o CONAR veta uma campanha, ela sai do ar e segue o jogo. Assim o governo não intervém nas normas do mercado. Apesar de que, de uns anos para cá, ele está tentando meter o bedelho onde não foi chamado.

Todavia, isso não é motivo para publicidade considerar-se acima da Lei. E algumas vezes isso acontece.

Com a adoção da internet como meio de publicidade e a popularização das redes sociais e conteúdo gerado pelo consumidor, algumas fronteiras tem sido desrespeitadas e, a meu ver, alguns abusos cometidos em nome da criatividade.

O mais recente exemplo foi a polêmica campanha da Nokia para lançamento de um novo telefone.

Você deve ter lido sobre isso: um vídeo começou a rolar na web, junto com campanha de anúncios do Facebook (!) onde um cara procurava uma mulher que ele conheceu na balada. A coisa viralizou e o vídeo foi um sucesso, até que descobriram que era uma campanha publicitária e a coisa foi parar no CONAR e no PROCON. (Sobre este caso recomendo a leitura do ótimo texto do Rodrigo Leão no Meio&Mensagem)

Afinal, era um teaser ou fraude contra o consumidor? Depois de muita discussão e confusão, o CONAR aceitou os argumentos da defesa de que era um teaser. O CONAR ainda vai fazer uma advertência pública no mês que vem , depois de um caso envolvendo blogs de moda.

Mas essa é uma linha tênue que nem todas as agências – e anunciantes – toma o cuidado de respeitar.

Mas engana-se quem pensa que este tipo de controvérsia é “culpa da internet”. Os mais antigos irão lembrar de uma campanha de uma marca de ração para cachorros: foram espalhadas por São Paulo faixas dizendo “perdeu-se cachorro, criança sofrendo, recompensa-se bem” e coisas do tipo que sempre vemos (ou víamos, já que hoje essas mensagens estão todas no Facebook) por aí e sensibiliza a todos. Pouco tempo depois, as faixas foram substituídas por outra que diziam “Totó, volte que daremos Purina pra você todos os dias” ou algo assim. Foi uma dor de cabeça para a marca, que só não piorou porque não havia internet e consequentemente, Twitter e afins.
Enfim…

O artigo 36 da Lei 8.078 de 11/09/90 diz claramente que “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal (…). Além disso, o artigo 67 da mesma lei diz “Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva. Pena: Detenção de três meses a um ano e multa”.

Sabe que lei é essa? É o Código de Defesa do Consumidor. E o CONAR também legisla sobre o assunto.

Então, pense duas vezes antes de pagar aquele blogueiro (ou tuiteiro) para falar bem da sua marca sem dizer que é publicidade ou espalhar vídeos que possam gerar confusão sobre seu conteúdo.

Hoje em dia as agências mais de vanguarda decretaram o fim das duplas criativas. Agora são grupos que envolvem não apenas redatores e diretores de arte, mas mídias, planejadores e muitas vezes especialistas em tecnologia, quem criam as campanhas.

Minha sugestão: incluam sempre um advogado neste time, para evitar futuras dores de cabeça.

Este artigo foi publicado na revista ProXXIma de setembro e no Websinder. Contou com a valiosa contribuição da Dra. Flavia Penido; você pode segui-la no Twitter@ladyrasta.

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Quanto vale a internet no Brasil?

A Época Negócios que está nas bancas traz uma ótima reportagem de Guilherme Felitti sob o título “A Década Digital Brasileira”. O Texto aborda o crescente interesse de empresas internacionais em operar localmente, pegando principalmente a “rixa”entre Google e Facebook.

Acompanhando a reportagem, o site da revista publicou um ótimo vídeo com dados globais sobre a internet em nosso país nunca antes compilados juntos. Vale conferir!

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Tuitar é fácil, fazer é que é difícil

Que as redes sociais tem um papel cada dia mais importante na vida das pessoas isso não se discute. Aliás, não apenas das pessoas, mas de empresas. Aliás, não apenas de pessoas e empresas, agora também de países.

A militância virtual vem ganhando cada dia mais força, prova disso é que Facebook e Twitter ocupam frequentemente um lugar de destaque nos noticiários locais  e internacionais.

A recente crise do Egito mobilizou pessoas no mundo inteiro, como já havia acontecido recentemente durante dias turbulentos no Irã em 2009. Mas esta nova militância tem uma característica única: o baixo comprometimento.

Tiago Dória escreveu recentemente um post em seu blog chamado “Hasgtags não derrubam governos” e é um dos mais brilhantes ensaios sobre o tema, recomendo a leitura. Doria baseia seu texto no livro The Net Delusion, de  Evgny Morozov e, em uma das melhores passagens diz que “(…)muitas vezes esse tipo de ciberativismo não apresenta resultados, visto que se preocupa muito com a mobilização (juntar seguidores no Twitter e amigos no Facebook) e pouco com a ação (depois de conseguir 10 mil seguidores e fãs na página do Facebook, o que vai fazer? Enviar spam com conteúdo político para todo mundo?)(…)”.

É uma grande verdade, pois dado o impressionante número de citações a grandes pensadores e escritores que leio especialmente no Facebook, o Brasil seria um dos países mais cultos e engajados do mundo. Longe disso, não é mesmo?

É legal, é bacana, é moderno tuitar com hashtags politicamente corretas, assim como pega bem citar Clarice Lispector, Bukowski ou Shakespeare em seu perfil do Facebook.

Não estou aqui negando a influência das redes sociais, mas assim como Doria e Morozov, relativizando seu papel. Até porque, se bem orquestrado é possível influenciar os famosos TTs (trend topics, do Twitter).

O pessoal do Pânico faz isso quase todo dia, por exemplo. já tratei isso inclusive em outro artigo, quando das eleições presidenciais. Não é sempre que espontaneamente surge um #calabocagalvão.

No final de janeiro, porém, tivemos um bom exemplo de como uma iniciativa diferenciada pode sim reverter em bons resultados e, claro, atingir o topo dos TTS.

Não, não estou falando de nenhuma estratégia de guerrilha ou marketing viral, mas da ira de um consumidor, o sr. Oswaldo Borelli.

Insatisfeito com os problemas em seu refrigerador Brastemp, após 3 meses de idas e vindas sem uma solução definitiva, ele gravou um vídeo e postou no YouTube. Em seguida criou uma conta no Twitter. Resumindo: 7 dias após a postagem, a Brastemp resolveu o problema deste consumidor, soltou um pedido público de desculpas e prometeu rever suas políticas. Mas não antes da marca ter atingido o topo dos assuntos mais discutidos.

Neste caso, sem dúvida, Twitter, Facebook e YouTube tiveram um papel preponderante no caso do sr.Borelli, mas mesmo assim eu vi mensagens falando sobre futebol com a hashtag Brastemp, num evidente esforço de apenas prejudicar a marca e ver o circo pegar fogo (deveria tê-las guardado para futuras palestras, aliás). Mas ele poderia ter resolvido seu problema de outra forma? Sem dúvida, o PROCON e o Código do Consumidor estão aí pra isso. Mas dá muito trabalho reunir documentos, deslocar-se até lá, fazer a denúncia, aguardar o julgamento. Assim como dá muito trabalho organizar a sociedade civil e ir às ruas protestar. Tuitar ou clicar no botão “Curtir” é bem mais fácil.

 

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Reflexões sobre o YouTube

Fato 1. Os meios offline são grandes geradores de tráfego para a internet, em especial para sites de Busca.

Fato 2. Você sabia que o YouTube é o segundo maior site de buscas do mundo, atrás apenas do Google e a frente de Yahoo, Bing e companhia?

Dessa forma, se sua estratégia de comunicação não contempla ainda essa integração e sua marca não tem presença relevante nas páginas de resultados de busca, sem dúvida alguma você está perdendo oportunidades valiosas de conquistar novos ativos para sua Marca.

Você (= sua Marca, seu cliente) precisa estar no YouTube! Ele virou uma extensão natural de qualquer iniciativa que utilize vídeo e amplia significativamente a cobertura e freqüência de sua campanha.

Assistiu um clipe ou um comercial legal na TV? Com certeza você vai correr para o YouTube ver de novo e provavelmente enviar o link aos amigos, não é? Dessa forma, sua campanha que atingiu determinado target com uma freqüência limitada na TV, terá via YouTube ( ou qualquer outro site de vídeo, mas hoje ele é o líder inconteste e sinônimo de categoria) a capacidade de amplificar significativamente a visibilidade, sem que você tenha que criar novas peças ou desenvolver um novo plano de mídia.

Basta que o vídeo original seja envolvente o suficiente para fazer com que as pessoas passem pra frente.

Pedro Cabral, da Isobar, chama isso de Propagação da Comunicação e é um conceito genial.

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Finalmente as câmeras fotográficas!

Em novembro eu fiz um post clamando por câmeras fotográficas com WiFi que pudessem fazer upload de conteúdo para web.

Eis que ontem, na Consumer Eletronics Show a Sony lançou oficialmente a Cyber-shot DSC-G3, com browser, WiFi e integração com Picasa, YouTube e outros sites, para publicação de vídeo e fotos.

Pelo visto o Poucas&Boas é lido no Japão.
🙂

Dica do Engadget e The Earth Times.

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E as câmeras fotográficas?

Estava pensando nisso outro dia: os celulares acessam a internet, o ipod também…e por que não as câmeras fotográficas?

Afinal, algumas – como essa da Casio – já vem até com o modo de gravação especial para YouTube. Não seria bom já poder fazer o upload também?

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YouTube e a política (inter)nacional

O YouTube é um dos sites mais populares do Brasil, a ponto de sermos um dos poucos países do mundo a ter uma versão local.

Muito se fala do poder dos vídeos online e aparentemente por aqui ainda não se descobriu uso melhor do YouTube do que disponibilizar vídeos pessoais, curtas (um vídeo brasileiro foi vencedor de um concurso mundial promovido pelo site) e algumas ações publicitárias.

Lá fora não: esta semana foi inaugurado o canal oficial da monarquia britânica, que inclui até mesmo um vídeo de 1917 mostrando um passeio da então esposa do rei Eduardo VII e o primeiro vídeo da atual rainha transmitindo sua mensagem de Natal, em 1957.

Enquanto isso, nos EUA, há um canal específico sobre as eleições presidenciais que acontecem ano que vem, onde os eleitores podem ver vídeos de todos os pré-candidatos, gravados a partir de debates promovidos pelo site e CNN.

Não precisa ser o Duda Mendonça para saber da força que a internet tem em campanhas políticas e o quanto ela pode contribuir para a imagem de figuras públicas. Vamos ver se alguém abre os olhos por aqui…

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