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O Lumascape do IAB

Esta semana aconteceu a Annual Leadership Meeting do IAB norte-americano. Ao contrário do MIXX, que é um evento mais “acessível” e para fazer caixa, no IABLM a discussão é de nível mais alto e sempre há novidades.

Este ano foram lançados novos formatos de banners, mas o que eu queria comentar foi a apresentação do IAB Digital Advertising Arena, que já estão chamando de o “Lumascape do IAB”.

Lumascape, apesar de extremamente útil e de ter sido uma iniciativa pioneira, é difícil de entender até mesmo para quem é da área, vamos confessar.

E o que a publicidade online menos precisa é de mais complicações. Especialmente na área de ad networks e ad exchanges, que já sofre com a infinidade de acrônimos e um modelo de negócio que muitas vezes não é compreendido.

E aí o que faz o IAB? Complica ainda mais o negócio! Cria inclusive categorias que aparentemente não fazem sentido. Por exemplo, como comentou o fundador da Navegg Pedro Cruz no Twitter: “o que é site serve?”

Na verdade o que eles deveriam ter feito é popularizado o vídeo criado pelo IAB do Reino Unido, que apresenta a evolução deste mercado de display da forma mais didática que já vi. Foi isso que inteligentemente fez o IAB Brasil, ao legendar o vídeo.

E aqui faço um mea culpa, pois criei um Lumascape brasileiro, mas sempre fui um advogado da simplificação.

Para provar como o Lumascape complica o que pode ser simples, a MediaMath criou o divertidoKitchenscape, que mostra as relações entre os ingredientes e uma refeição completa.

Enfim, o IAB fez sua parte, tentando organizar o mercado, mas claramente com um olho em esvaziar a popularidade do Lumascape, que ainda é citado em 9 entre 10 apresentações de display media (no Brasil a proporção é 10 em 10).

Resta saber agora quem vai se habilitar a substituir os nomes das categorias pelas marcas das empresas.

Não olhem pra mim!

Artigo publicado no Webinsider.

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Eventos internacionais levam brasileiros a Miami e Nova Iorque

Que o Brasil é a bola da vez todo mundo sabe.

Principalmente pelos dois grandes eventos mundiais que iremos sediar – Copa e Olímpiadas – o Brasil tem sido alvo de empresas estrangeiras de todas as áreas.

Todavia, o mais curioso é que ainda não há um grande evento de publicidade online que atraia esses grandes nomes e seja um grande centro gerador de negócios.

Sim, há o ProXXIma e o Digital Age que, apesar de serem realizados há algum tempo, ainda geram muitas discussões sobre conteúdo e, principalmente, a capacidade de gerar negócios.

Por outro lado, todo ano uma caravana de brasileiros parte para Nova Iorque para participar dos dois dias da MIXX Conference do IAB norte-americano.

Desde o ano passado outro evento começa a despertar a atenção do mercado, que é o Festival of Media LatAm, que acontece em Miami.

Este ano participei dos dois.

O MIXX é aquela coisa: o IAB Brasil, apoiado por seus sócios, banca a viagem e ingresso de 10 anunciantes. Por consequência, agências, veículos e fornecedores seguem a procissão.

Mais uma vez o Brasil teve a maior delegação do exterior e o evento teve seus ingressos esgotados, o que nem sempre é sinal de sucesso, pelo menos do ponto de vista de conteúdo e infraestrutura.

A parte da tarde do evento é reservada a “workshops”, que nada mais são do que apresentações comerciais de patrocinadores do evento. Alguns ainda oferecem um conteúdo relevante, mas na maioria é o bom e velho jabá mesmo.

Este é um formato traiçoeiro, pois se por um lado garante o sucesso comercial, deixa muita gente insatisfeita com o conteúdo apresentado.

Na verdade, o grande problema com eventos generalistas como o MIXX ou o ad:tech é justamente tentar agradar a gregos e troianos, que é impossível.

Outro problema de ser “sold out” é a acomodação: pagar mais de mil dólares de ingresso e ter que assistir palestras de pé ou mal acomodado é sempre um problema, quando não uma falta de respeito.

Em termos de conteúdo, apesar do tema instigante (“The Big Bang: when technology and creativity collide”) poucos palestrantes trouxeram realmente novidades: mobile, modelos de atribuição, relevância na comunicação… cadê o Big Bang?

Acredito que é hora do IAB repensar a estrutura do MIXX, pois o formato “case de anunciante-apresentação da Microsoft-workshops-entrevista do Charlie Rose” já está bastante desgastado.

O Marcelo Trípoli, da iThink, escreveu dois bons textos sintetizando o primeiro e o segundo dia do evento. O site do IAB tem alguns vídeos e um resumo do que foi abordado.

Já o Festival of Media LatAm, apesar de não possuir foco exclusivamente em mídia online, pode ocupar a brecha deixada desde o cancelamento do SES Latino e do ad:tech Miami.

Em comparação ao MIXX tínhamos bem menos brasileiros – mais de 200 em NY contra 20 ou 30 em Miami. Mas tinha gente bem graúda e o evento contou com um painel composto exclusivamente por executivos do nosso país.

Fatos curiosos: apesar do evento ser focado em América Latina, o mestre de cerimônias era… britânico! E o painel apenas de executivos brasileiros foi todo realizado em inglês!

É muito interessante ver que nem o espanhol e muito menos o português são as línguas oficiais do evento, apesar de um ou outro palestrante terem se apresentado falando em castelhano. Em 2008 eu abri minha apresentação em inglês no SES Miami dizendo que “um dia espero que este evento seja realizado em português e espanhol com tradução simultânea para o inglês”. Parece que ainda vai demorar um pouco.

Também é curioso notar como o Brasil é realmente centrado em si mesmo e ainda é uma ilha quase que impenetrável para empresas de língua hispânica. Por outro lado, colombianos, venezuelanos e argentinos nadam de braçada nos negócios em Miami e em projetos regionais. Poucas são as empresas bem sucedidas neste mercado que tem brasileiros na liderança.

Sobre o conteúdo, as duas grandes apresentações foram o key note de Andres Oppenheimer, jornalista do Miami Herald que teceu uma crítica ferina sobre como nós latinos fazemos negócio e o quanto a administração Obama realmente não acompanha o que acontece de Miami pra baixo; e Rodrigo Reyes, da argentina Fire Advertainment fez uma bela apresentação falando sobre a convergência entre entretenimento e publicidade. O material lembrou muito o debate proposto pela SapientNitro no Festival de Cannes (Global Brands vs Global Celebrities: who’s the smarter marketer) cuja transcrição está disponível online.

Enfim, o evento está em sua segunda edição, ainda conta com poucos expositores, mas com certeza pode ser bastante promissor e vir a se estabelecer como referência para o mercado brasileiro, como já é o MIXX, assim como, guardadas as devidas proporções, são o DMA e o Festival de Cannes.

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IAB Brasil 5 anos

A revista ProXXIma trouxe em sua edição atual uma matéria contando a história do IAB Brasil, que fez cinco anos em nosso país em outubro.

Vale a pena ler e conhecer detalhes da transição da AMI para IAB, que eu liderei durante meu segundo mandato como presidente da entidade. E, se você baixar a versão da revista para iPad, ainda pode ver um vídeo meu falando sobre o assunto.

De quebra, aqui está uma foto minha e Greg Stuart, então Presidente do IAB EUA, logo após assinarmos o acordo em NY que sacramentou a transição e criou o IAB Brasil.

Marcelo Sant'Iago(AMI) e Greg Stuart (IAB), após assinatura do acordo que criou IAB Brasil em NY em 2006

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IAB MIXX 2011

Venho cobrindo os eventos da Advertising Week e do IAB desde 2005 ( na verdade antes disso, mas não tenho links para comprovar)

Este ano, em sua sétima edição, a MIXX Conference do IAB, em New York, atraiu quase 300 brasileiros, quase o dobro em relação ao ano passado.

O tema do evento foi voltado para a importância da criação de narrativas relevantes (storytelling) como forma de envolver os consumidores. Um conceito mais novo – storybuilding, foi promovido pelo presidente da The Martin Agency, Mike Hughes. Ele aborda as narrativas de forma aberta, com a participação e colaboração dos consumidores. Foi a grande buzzword dos dois dias de evento.

Alguns pontos ganharam mais minha atenção dentre o grande número de empresas representadas no palco.

O Facebook, através Carolyn Everson, VP Global Marketing Solutions, fez uma apresentação extremamente vendedora, inclusive mostrando em primeira mão alguns novos formatos publicitários. Mas o que mais gosto nas falas dos executivos do Facebook é que eles não abordam tecnologia, o que pode parecer incoerente, dado o perfil mega nerd do criador da empresa. Em 45 minutos Carolyn usou “tecnologia” apenas 3 vezes, sendo que uma delas foi pra citar uma frase dita por Randall Rothenberg, CEO e Presidente do IAB (que aliás fez um artigo bem completo sobre o evento no The Huffington Post), logo na abertura do evento: a tecnologia não é o que importa, mas sim o que você faz com ela.

Carolyn Everson, VP Global Marketing, Facebook

E ninguém leva este discurso mais ao extremo do que o Facebook. Eles mostram de forma didática, simples e através de casos de sucesso tudo o que você pode fazer na plataforma.

Plataforma que foi a expressão utilizada por Adam Bain, President Global Revenues do Twitter para definir a empresa. Curiosamente esta é a terceira apresentação de Baim que assisti este ano e pela primeira vez ele utilizou-se do power point. E de uma forma extremamente semelhante ao Facebook.

Adam Bain, President, Global Revenues, Twitter

Para completar os 4 grandes: o Google, assim como ano passado, trouxe um time de executivos ao palco mostrando novidades nas áreas de campanhas display e celular. Já a Microsoft, atacou de Jaron Lanier, Partner Architect Microsoft Research. Com base nos avanços introduzidos pela tecnologia do Kinect, Jaron calou a platéia e o Twitter: possivelmente dado a complexidade do tema ( como a realidade virtual está ajudando a expandir o potencial humano em se expressar) frente um auditório repleto de profissionais de marketing e publicidade quase não houve tuitadas.

Jaron Lanier, Partner Architect Microsoft Research

É aquela dúvida de sempre: quando ninguém faz perguntas é porque o palestrante foi muito bem ou ninguém entendeu nada?

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Eu te disse, eu te disse!

O IAB Brasil ontem finalmente resolveu sair do muro e peitar o mercado de publicidade ao divulgar uma nova estimativa de investimentos em publicidade online que inclui Busca. A apresentação feita no evento está disponível no site do IAB Brasil.

Demorô!

Venho batendo nesta tecla desde 2008: com Busca o mercado dobra de tamanho. E, em 2009, fiz um novo post que gerou bons comentários. Na mesma época a revista ProXXIma trouxe uma matéria sobre o assunto.

Inclusive um deles, de autoria de Rodrigo Almeida ( a quem não conheço), dizia ” Taí um modo sem inteligência de se trabalhar com os números do mercado e utilizá-los do modo que melhor convém.Aproveita-se de uma defasagem de dados claros do mercado online.” .

Pois é…

Não foi divulgada uma fonte oficial para a estimativa, que vem de consultas a executivos e empresas de destaque do mercado. Mas tendo o Presidente do Google à frente do IAB, a estimativa não tem como estar errada.

Outro ponto a se destacar é que o dinheiro de Busca é “não contabilizado”, já que os mecanismos de busca não declaram estes valores no projeto Intermeios, especialmente o Google. Isso apenas aumenta o bolo publicitário brasileiro.

Ao Rodrigo, aos demais que comentaram o post e ao mercado, só posso dizer: eu te disse, eu te disse!

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Quanto vale a internet no Brasil?

A Época Negócios que está nas bancas traz uma ótima reportagem de Guilherme Felitti sob o título “A Década Digital Brasileira”. O Texto aborda o crescente interesse de empresas internacionais em operar localmente, pegando principalmente a “rixa”entre Google e Facebook.

Acompanhando a reportagem, o site da revista publicou um ótimo vídeo com dados globais sobre a internet em nosso país nunca antes compilados juntos. Vale conferir!

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Discutindo as Adnetworks em New York

No iníco deste mês aconteceu em New York o evento Networks&Exchanges: IAB Marketplace.

Foi uma excelente oportunidade de ver para onde caminha o mercado de redes de publicidade (adnetworks) e leilão de anúncios (ad exchanges). Especialmente para conferir o quanto ainda temos que percorrer e nos desenvolver localmente.

Por exemplo, enquanto lá são mais de 190 empresas disputando o bolo, aqui temos apenas uma dúzia de redes, nenhuma exchange realmente aberta ao mercado (o acesso é feito apenas através de algumas adnetworks que distribuem seu inventário) e um ou outro provedor de analytics interessado em entrar no segmento.

Do lado das agências não há sinal de que as Demand Side Platforms possam operar aqui no curto prazo, até devido a proibição das agências de mídia. Já do lado dos veículos, os pequenos ainda optam em sua maioria por apenas incluir uma tag do Adsense,sem avaliar a oportunidade com outros fornecedores (nos EUA há um segmento apenas para isso, os Yield Optimizers, que dizem ao site qual rede lhe dá maior rentabilidade).


Delegação brasileira (beeeem mais enxuta do que no MIXX): Octavio Fabri (aUnica), Roberto Eckersdorff (aUnica) e eu, claro.

Enfim, espero que o IAB brasileiro reconheça a importância deste segmento, assim como o IAB fez nos Estados Unidos ao criar um comitê específico.

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