O impacto do fim do Messenger na publicidade online brasileira

A grande notícia da semana passada foi a suposta data marcada para a morte do Windows Live Messenger, mais conhecido no Brasil como MSN Messenger ou MSN pros íntimos.

O que ainda não foi publicamente abordado é o impacto e simbolismo que este fato tem para o mercado publicitário, especificamente o brasileiro. 

Historicamente o mercado de mídia online no Brasil sempre foi centrado nos portais, uma concentração de verba quase que inédita no mundo todo.

O MSN (sou íntimo…) foi o primeiro espaço publicitário a desbancar os portais. Anunciar no MSN Hoje (aquela janelona que abre quando você inicia o programa) sempre foi disputado a tapas, pois os resultados são muito bons, especialmente em termos de exposição de Marca. Com o tempo, ele tornou-se um dos maiores CPMs da indústria.

Além disso, o Messenger lançou muitos formatos inovadores e exclusivos, como as abas, que permitiram a criação de jogos e campanhas muito mais interativas que um simples banner, papel de parede, winks, skin e outras intervenções na janelinha que faziam a alegria dos criativos e das Marcas. Podemos dizer que ele foi pioneiro no que hoje convenciona-se chamar como native ads, uma das buzzwords que vão tomar conta das manchetes em 2013, aliás.

E agora, como fica tudo isso? Para onde vai essa verba, já que o Skype, como é hoje, ainda não tem espaços para este tipo de campanha.

Curiosamente o Messenger continuará ativo na China ou seja, aparentemente seria possível mantê-lo vivo no Brasil, por questões publicitárias. Mais ou menos como o Google faz com o Orkut, cuja página de saída é outro espaço disputadíssimo e valorizado, a ponto de ter sido a inspiração para o Facebook criar a sua. Sim inspiração, pois foi uma ideia que saiu da equipe de produtos do Facebook Brasil e, como sabemos, boa parte dela veio do Google, então sabem bem da eficiência de um anúncio ali.

Costumo dizer que a publicidade online teve dois momentos disruptivos bem claros: o sucesso do Messenger e a chegada do Google ( leia-se busca, Orkut e YouTube). Foram dois momentos que mudaram o equilíbrio da balança de alocação de verba nos planos de mídia, que ia praticamente toda para os portais.

Agora vai-se o Messenger, o Orkut já não é o mesmo…quem virá para ocupar este espaço? Facebook? Twitter? Ou o Skype dará conta do recado? 

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