Arquivo de julho \27\UTC 2011

Eu te disse, eu te disse!

O IAB Brasil ontem finalmente resolveu sair do muro e peitar o mercado de publicidade ao divulgar uma nova estimativa de investimentos em publicidade online que inclui Busca. A apresentação feita no evento está disponível no site do IAB Brasil.

Demorô!

Venho batendo nesta tecla desde 2008: com Busca o mercado dobra de tamanho. E, em 2009, fiz um novo post que gerou bons comentários. Na mesma época a revista ProXXIma trouxe uma matéria sobre o assunto.

Inclusive um deles, de autoria de Rodrigo Almeida ( a quem não conheço), dizia ” Taí um modo sem inteligência de se trabalhar com os números do mercado e utilizá-los do modo que melhor convém.Aproveita-se de uma defasagem de dados claros do mercado online.” .

Pois é…

Não foi divulgada uma fonte oficial para a estimativa, que vem de consultas a executivos e empresas de destaque do mercado. Mas tendo o Presidente do Google à frente do IAB, a estimativa não tem como estar errada.

Outro ponto a se destacar é que o dinheiro de Busca é “não contabilizado”, já que os mecanismos de busca não declaram estes valores no projeto Intermeios, especialmente o Google. Isso apenas aumenta o bolo publicitário brasileiro.

Ao Rodrigo, aos demais que comentaram o post e ao mercado, só posso dizer: eu te disse, eu te disse!

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Google, a maior empresa de publicidade online do mundo.

O inevitável aconteceu: em maio de 2011, segundo um relatório do IDC, o Google ultrapassou o Yahoo em faturamento de publicidade e tornou-se a maior empresa de publicidade online dos EUA. Por consequência do mundo.

A diferença ainda é “pequena”, 396 milhões de dólares contra 330 milhões. Mas acredito que o quadro é irreversível.

O Google vem investindo agressivamente para estabelecer-se como um protagonista no mercado de mídia display ( banners e afins), enquanto que, por exemplo, o Yahoo não parece muito animado a adotar o Real Time Bidding como recurso disponível em sua adexchange, a Right Media.

Na verdade o Yahoo precisa ficar alerta e olhar no espelho retrovisor com frequência, pois o terceiro colocado – o Facebook com 238 milhões – vem pisando fundo, dando sinal de luz e está com a seta para a esquerda, doido para ultrapassar.

Como o Google chegou a esta posição dominante? Basicamente graças a 3 produtos: AdWords, YouTube e DoubleClick Ad Exchange. Busca, vídeo e publicidade visual. Simples. E nem precisou de uma rede social, hem! Ok, o YouTube de certa forma é considerado uma rede social, assim como é o segundo maior site de busca do mundo, mas o que conta ali é o conteúdo, ou seja, os vídeos.

No lado da monetização dos resultados de busca, o Google nem foi o primeiro a entrar no jogo. Na verdade foi dos últimos, mas aperfeiçoou o modelo de leilão e simplificou o gerenciamento e compra via Adwords. Vale lembrar que até 2002 os algoritmos do Google eram responsáveis pelos resultados de busca do…Yahoo! Que aliás comprou a empresa que criou o conceito de links patrocinados, a GoTo, depois renomeada Overture.

Já a DoubleClick foi a maior aquisição da história do gigante de Mountain View e já vem rendendo frutos: lançada em setembro de 2009, já consolidou-se como a principal adexchange do mercado.

Por que eu digo que a tendência é irreversível? Porque, como coloquei, o Google segue investindo, comprando novas empresas e aumentando seus tentáculos no ecossistema de mídia online.

Se na busca o Bing vem crescendo, no lado dos banners o Google caminha para uma hegemonia e já adquiriu uma rede de sites especialidade em publicidade móvel (AdMob), uma plataforma de tecnologia para comprar e gerenciar mídia baseada em real time bidding (Invite Media), uma plataforma de gestão de inventários para quem vende mídia (AdMeld) e outra companhia especializada em segmentação/personalização de anúncios através de geolocalização (Teracent).

Some-se a isso a sua já conhecida adnetwork (a rede de parceiros utilizada nas campanhas de busca para publicidade contextual) e os adservers para agências e anunciantes da DoubleClick – o DART – e você tem uma “one stop shop” de soluções para publicidade online.

Quem pode fazer frente a tanto poder? Microsoft? Apple? Adobe (que corre por fora)? Ou a tarefa caberá ao Facebook, hegemônico entre as redes sociais e onipresente em sites do mundo todo via botão “curtir”?

Façam suas apostas.

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