Arquivo de janeiro \19\UTC 2011

Momento Mãe Dinah

No final de 2009 eu escrevi um artigo comentando os destaques do ano e comentei as promessas para 2010. Será que fui bem em minha análise? Vou pinçar alguns pontos do texto de um ano atrás para avaliarmos juntos.
O destaque do ano foi sem dúvida a explosão do Twitter, mas as redes sociais continuam lutando para tornar suas grandes audiências negócios altamente rentáveis.”
Sem grandes mudanças aqui, já que Facebook foi inclusive eleito o destaque no ano em uma pesquisa feita pela revista Proxxima ao ouvir opiniões do mercado. Porém, salvo o YouTube que tem um crescimento vertiginoso de receita, o Twitter ainda briga por um modelo comercial viável. E o Facebook, apesar de computar por quase 25% de todas as impressões do mercado norte-americano, ainda responde por menos de 10% do faturamento das campanhas online.
Minha aposta para 2010 é o crescimento dos negócios via Redes de Publicidade e Ad Exchanges.”
Bingo! Nos EUA estima-se que 10% de toda receita de display media (banners e similares) já é feita através das DSPs (Demand Side Platform), solução de tecnologia criada pelas agências para unificar a compra através das principais adnetworks e adexchanges. No Brasil, o IAB criou um comitê apenas para tratar sobre Redes, o que mostra o crescimento do interesse do mercado neste segmento. Ainda há muito a se fazer, mas sem dúvida o modelo de negócio está encontrando seu espaço no concentradíssimo mercado brasileiro.
O mobile marketing continua sendo uma promessa, mas a notícia positiva é a união de forças da Mobile Marketing Association com a Associação de Mobile Marketing do Brasil
O Brasil já tem mais de um telefone por habitante, o que mostra o potencial enorme deste mercado. Minha única crítica tem sido a aparente falta de interesse (ou de tempo, pois os negócios andam aquecidos) das empresas diretamente envolvidas no segmento em desenvolver uma política comum, que facilite o crescimento e entendimento da comercialização de espaços no mundo móvel.
Mesmo assim, as ações de fidelização, promoção e publicidade vêm crescendo em nosso mercado o que é um sinal bastante positivo, sem dúvida alguma. Recentemente estive em contato com uma empresa que desenvolve soluções para o mercado norte-americano e pude constatar que ainda há um espaço enorme para nosso mercado crescer e se desenvolver. Acredito que o intercâmbio de conhecimentos possa ser muito positivo a todos nessa evolução.
Outra discussão que deve aquecer nosso mercado é o debate entre CPM e CPC.”
Não senti grandes mudanças aqui. A compra em CPC segue forte, graças a importância das campanhas de links patrocinados e aos grandes investimentos do varejo. O que chama atenção, porém, é agências e anunciantes que querem comprar campanhas de branding no modelo de performance, o que é um contrasenso, já que neste tipo de ação o clique nem de longe é a coisa mais importante, mas sim a visibilidade da Marca.
Porém, há promessas que definitivamente não vingaram e caíram no limbo, como, por exemplo, a TV digital interativa. Lembra dela? Lançada com grande alarde pelo Governo ainda em 2008, passou 2009 e 2010 em total esquecimento, ninguém sabe, ninguém viu. Recentemente a Colômbia abandonou a opção pelo modelo europeu e deve aderir ao consórcio nipo-brasileiro, o que para os ufanistas é mais um passo rumo a unificação de um único sistema na América Latina, respaldado pelo sucesso de Argentina e Peru na adoção do Ginga, a plataforma criada no Brasil. Mas, antes de tudo, que tal arrumar nossa própria casa?
Um último ponto para abordar é a explosão do modelo de compra coletiva. Este mercado teve um boom global em 2010 e fica a expectativa de uma consolidação, já que há uma enorme oferta que me faz lembrar o início desta década, quando havia por volta de 11 sites de leilão no Brasil.
A maior empresa do setor, a GroupOn, teve o crescimento mais rápido da história da web (mais que o próprio Google) e prepara a abertura de seu capital, em um IPO tão aguardado quanto o do Google, que tentou comprá-lo recentemente por 6 bilhões. Mas a concorrência cresce a cada dia, já que a barreira de entrada neste mercado é mínima e os diferenciais idem, e não acredito em espaço para tantos fornecedores. É esperar para ver.
Bom ano a todos nós!
(texto originalmente publicado na coluna Poucas&Boas na revista Proxxima edição janeiro 2011)
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Turismo online: tem empresa que tá viajando!

Não é novidade pra ninguém que o segmento de turismo foi um dos grandes adeptos – com sucesso- da internet desde seu início, comprovado inclusive por pesquisas.

Travelocity, Expedia, Decolar, Hotels.com, entre outras, são apenas algumas das marcas que surgiram com o crescimento de web. E as companhias aéreas não ficaram para trás: a American Airlines inclusive foi uma das pioneiras no uso de e-CRM e hoje oferece aplicativo para iPad.

Mas nem tudo são flores, claro, senão não teria graça fazer este post, certo?!

Experimente comprar uma passagem pelo site da Ibéria. Fácil, rápido, bons preços, mas…pra finalizar a compra você precisa enviar um fax ou email confirmando seus dados e com cópia do cartão utilizado na compra!!

Sim, a mesma Iberia que fundiu operações com a British Airways criando um dos maiores grupos aéreos do mundo, com receita acima de 22 bilhões de dólares, não permite que você finalize sua compra pelo site.

Quer outra boa?

A praia de Jurerê, em Florianópolis, virou o centro das baladas na cidade e dado o voo ser curto, não são poucas as pessoas (os bem nascidos, leia-se) que passam o final de semana lá, em vez de ficar em São Paulo ou Rio.

Uma das melhores opções de hospedagem é o Jurerê Beach Village, lugar fino, caro e supostamente de nível internacional. Mas tente fazer uma reserva online lá…pra concluir sua reserva você precisa preencher e enviar um formulárioooooo e aguardar a resposta!!!

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