Arquivo de dezembro \21\UTC 2010

Guarde este nome: Terrence Kawaja

Fico pensando no que pode impedir o Google de ser o líder inconteste na publicidade online, inclusive no Brasil.
Hoje todos os grandes portais – salvo Microsoft e Yahoo por razões óbvias – tem algum tipo de parceria com o Google. Eles todos fazem parte da chamada rede de conteúdo e alguns também da rede de pesquisa. Isso quer dizer que posso comprar publicidade nesses sites via Google. E minhas buscas nesses portais são “turbinadas” pelos algoritmos do Google.
As últimas grandes inovações do mercado brasileiro vieram do Google: Orkut e links patrocinados. Isso sem falar em YouTube. Pensem bem, quando algum outro portal trouxe algo novo e inovador desde o Messenger da Microsoft? Salvo as intervenções de richmedia no Yahoo – o que também não é novidade – não tem muita coisa nova acontecendo. A não ser que você ache até hoje o relógio do Itaú na home de portal o supra-sumo.
Do lado das agências muito pouca novidade também, apesar das diversas aquisições que estamos vivenciando em 2010. Desde 2006 quando a MídiaClick – projeto no qual estive envolvido – lançou o conceito de marketing de performance (hoje incorporado no discurso da maioria das agências online e de search), qual outro conceito novo surgido entre as agências? Todo mundo faz mobile, busca, mídia social… mas conceito novo…
Enquanto isso, nos Estados Unidos o mercado fervilha com o renascimento da mídia visual (display media), com diversas empresas e modelos de negócio inovadores tanto no lado das agências quanto dos veículos. Mas aqui a coisa parece que parou.
Aí, quando tinham a chance de ver de perto o raio-X desse novo momento, 90% dos 200 brasileiros que estavam no MIXX em New York em setembro decidiram sair do auditório, em vez de ficar e ver a apresentação de Terrence Kawaja, ex-consultor da GCA Salvian e hoje dono de sua própria empresa, a LUMA Partners.
Leia a continuação na minha coluna no Webinsider, vale a pena 🙂

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Cada um no seu quadrado

Nunca escondi minhas críticas a ABRADi, APADi, AGADi e demais entidades dessa franquia. São dois os principais motivos:

1. Seus membros se intitulam agências, quando na sua maioria são produtoras. Como já escrevi anteriormente agência pressupõe você agenciar alguma coisa, conforme diz o Aurelio “é empresa especializada na prestação de serviços e que desempenha, em geral, função intermediária e agência de propaganda é empresa de serviços que planeja, executa, distribui e controla a propaganda comercial dos seus clientes”. No caso, a maioria das empresas aqui são produtoras e desenvolvedoras de soluções. O que não é nenhum demérito, apesar delas não gostarem de ser chamadas assim e discordarem do meu ponto de vista. O próprio CENP concorda comigo, ao negar certificação a boa parte das empresas que atuam em publicidade online no Brasil.

2.O mercado publicitário já tem diversas entidades que representam agências, como ABEMD, Grupo de Mídia, ABAP e, no lado digital, o IAB, que tem entre seus filiados as maiores agências e produtoras do país.

Bem, esta semana a APADi lançou um Manual de Serviços Digitais, cujo objetivo – louvável diga-se de passagem- é criar uma tabela de referência para precificar projetos digitais. Porém pode ser um tiro no pé.

Peguemos o caso de SEO, por exemplo. A tabela fala em 2 mil reais para planejamento e mil reais como mensalidade em projetos de no mínimo 6 meses. Ora, por mais que esses valores sejam piso ( “a partir de”) qualquer um que tenha o menor conhecimento no assunto sabe que esses preços são absurdos, inviáveis mesmo para qualquer projeto que se preze. E o prazo idem. SEO não é ciência espacial, mas é bem mais complexo do que colocar meia dúzia de metatags e comprar alguns links.

Por mais que as empresass afiliadas a entidade tenham custos baixos, esses preços são impraticáveis, a menos que o projeto seja entregue ao “sobrinho do primo do amigo”.

Outro erro crasso é precificar links patrocinados pelo número de palavras. Se você paga apenas pelo clique, por que limitar listas?

Não resta dúvida que as maiores empresas e profissionais importantes de SEM não foram ouvidos para colaborar na criação desses preços.

Enfim, não posso opinar quanto ao preço dos outros serviços do Manual, mas por melhor que seja a iniciativa, em relação a SEM esta tabela de modo algum “traz valores mais próximos da realidade do mercado paulista”, como diz o Michel Lent, por exemplo.

Fico imaginando se a Ogilvy, onde meu amigo Michel é diretor, vai cobrar esse valor ou algo próximo de seus clientes. Acredito que não.

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