Arquivo de setembro \29\UTC 2010

Em fotos, as 7 previsões do Google para a mídia online em 2015

1.       50% de toda publicidade online será paga no modelo custo-por-exibição de vídeo
2.       50% de toda as compras de mídia serão feitas em tempo real, com uma tecnologia já disponível hoje chamada real time bidding
3.       Os celulares serão o principal meio de se acessar a internet (veja a demo do Google Goggles)
4.       Pelo menos 5 métricas serão mais importantes que o click, por exemplo taxas de interação, taxa de conversão por video exibido, números de buscas, aumento de visitas/vendas em lojas offline e teor dos comentários em redes socias a respeito de determinada campanha
5.       75% de todos os anúncios terão um viés “social” ou seja, permitirão que você comente, indique e o compartilhe.
6.       50% de todas as campanhas usarão tecnologia rich media ( hoje apenas 6% usam)
7.       A mídia visual será um mercado de 50 bilhões de dólares ( hoje está na casa de 8 bilhões).
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Poluição visual

Estou pra ver uma página mais poluída que a da Folha.

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Bad Facebook, no donut for you!

O Facebook já é a maior rede social do mundo. Mas não é apenas no Brasil que ele encontra rivais de peso, confira no gráfico abaixo publicado pelo Business Insider, com dados da comScore.

Interessante notar que na Índia, onde o Orkut era soberano, o jogo já quase virou, a ponto do Facebook abrir um escritório local no país. Já na Rússia, a coisa está bem polarizada em torno do concorrente local.

Mas, ser o maior site do mundo não o isenta de problemas: no momento que escrevo este post o Facebook está fora do ar para boa parte dos usuários. Como bem ressaltou @dannysullivan, ironicamente eles tem que usar o Twitter para comunicar seus problemas.

E claro, já criaram um logo do Facebook “baleiando”.

Para quem não se lembra, o título deste post foi inspirado pela mensagem de erro do Orkut.

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A mídia online precisa (MUITO) do CENP

A internet comercial está fazendo 15 anos no Brasil. Muita coisa mudou, mas ainda há muito o que mudar.

Em 1998 foi fundada a Associação de Mídia Interativa, a AMI, por pioneiros como Paulão, Edson Romão, Índio, Caio Túlio e outros liderados pelo grande Toninho Rosa. Em 2006, A AMI passou a ser denominada IAB Brasil, como segue até hoje.

O mercado mudou muito, mas afora o nome, o IAB mudou pouco.

É fato que hoje o apoio dos portais é muito maior, a entidade tem mais de 100 sócios e conquistou uma posição de referência como representante do setor. Porém, o IAB ainda congrega de forma igualitária todos os setores do mercado online. Por outro lado, existem entidades como Associação Brasileira das Agências de Publicidade, Associação Nacional dos Jornais, Grupo de Mídia, Associação Brasileira das TVs por Assinatura, Central de Outdoor e, claro, Associação Brasileira dos Anunciantes.

Qual a diferença? Todas as citadas focam suas atividades em um único setor da cadeia; além disso, são fortes apoiadoras do CONAR e do CENP.

E o IAB?

Bem, o IAB entidade da qual faço parte do Conselho Consultivo – representa agências, veículos, fornecedores de tecnologia, empresas de pesquisa, produtoras, etc. A justificativa é que o mercado ainda é novo, em expansão e uma única entidade poderia fazer mais sentido. E, apesar de ter representantes no CONAR, o IAB ainda não é signatário formal do CENP.

Recentemente surgiu a ABRADI (Associação Brasileiras das Agências Digitais), representando um único segmento do mercado, seguindo tendência do setor publicitário. Tanto ABRADI como IAB tem sócios em comum, assim como o IAB “compartilha” filiados com a ABAP, ANJ e demais entidades.

Mas o IAB e a ABRADI tem um calcanhar de Aquiles chamado CENP (Conselho Executivo das Normas-Padrão): até hoje não existe um acordo concreto e real para que seus filiados possam usufruir de todos os benefícios do CENP . Isso é um problema.

Por exemplo: digamos que hipoteticamente eu tenha provas materiais que certa empresa filiada ao IAB está entrando em contato com veículos médios e pequenos para comprar adiantado seu inventário disponível para publicidade a preço fixo, para posterior revenda a agências e anunciantes, ao preço que bem entender. Isso é uma clara violação às regras do CENP, como todo mundo sabe. Mas…para quem eu vou reclamar e fazer uma denúncia? Afinal, apesar de muitas conversas, tratativas e tentativas, não há um reconhecimento formal por parte do IAB às regras do CENP. Assim, eu não poderia acionar nem o IAB nem o CENP para denunciar esta empresa. Entenderam o problema? A situação seria a mesma com um filiado da ABRADI.

A gente briga muito para defender o meio interativo, argumentando que os investimentos em publicidade deveriam ser maiores, dado o número de pessoas que acessam a internet e o tempo que elas passam online, para citar apenas dois motivos.

Mas por outro lado, IAB e ABRADI, como entidades representantes do mercado, precisam criar condições para que as empresas filiadas realmente sintam-se representadas e as demais organizações do setor publicitário nos respeitem e valorizem a mídia online.

E isso não se consegue apenas fazendo eventos: é preciso ações concretas e muitas vezes impopulares.

(artigo publicado na revista ProXXIma)

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Scooby-Doo cade você?

Uma das mais recentes novidades do Facebook em busca de aumentar o que sabe sobre você e vender mais publicidade é o Places.

É um sistema de geolocalização que concorre com o Foursquare. Porém, ele não está disponível no Brasil, a não ser que você siga algumas instruções específicas, graças ao jeitinho brasileiro.

Se você se incomoda com invasão de privacidade com certeza o Places não é pra você, pois ele expõe cada passo da sua vida, como você pode ver na página abaixo.

Já há alguns relatos inclusive de problemas entre amigos graças ao Places. Por exemplo, vai que você vai a um bar e nem me convidou para beber com você. Eu entro na sua página no Facebook e descubro isso. Chato né?

Agora, para empresas há algumas oportunidades de negócio, sem dúvida.

Enfim, não é pra todo mundo, assim como o Google Latitude também não.

Não é pra mim. E pra você?

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