Arquivo de agosto \24\UTC 2010

O moderador apimentado entra em cena, nada de debate morno!

Semana passada aconteceu a quarta edição do Digital Age, que já se consolidou como um dos mais importantes eventos do mercado de publicidade online e internet. Pelo segundo ano consecutivo mediei alguns painéis, o que é sempre uma experiência divertida.

Como eu sou muito crítico, procuro adicionar aos painéis que participo, seja como mediador ou debatedor, um pouco de “tempero”. Afinal, tem coisa mais chata que todo mundo se elogiando, falando maravilhas do mercado e achando tudo lindo?

Um bom mediador tem que estar sempre mais preparado e atento que os debatedores, pois ele deve ditar o ritmo do painel.

Por exemplo, a platéia sempre demora um pouco a entrar no clima e realizar boas perguntas, por isso sempre é bom ter algumas na manga. O Digital Age este ano usou o Twitter como fonte de interação com a platéia – não tinha micronofes nem envio de perguntas por escrito. Isso é bacana, mas mesmo assim você fica na dependência de bom material.

O mediador deve provocar os debatedores com perguntas difíceis, desafiadoras. Claro que, antes de qualquer painel, sempre há uma conversa prévia para estabelecer os limites, os temas que devem e os que não devem ser abordados. Não, não é combinar o jogo, mas sim deixar todos seguros dos objetivos do painel, para que os participantes possam estudar e se preparar nos temas que serão efetivamente abordados.

Por exemplo: uma vez fui mediar um painel que contava com executivos bastante importantes de algumas das maiores empresas de internet do país. Uma delas constantemente alvo de críticas dado seu modelo de negócio. Como todo mundo sabe que não tenho muito papas na língua, ficou uma certa preocupação no ar: e se surgir o tema, ela será feita ou não? O Marcelo vai “chutar o balde”?

Resumindo a história: claro que foi a primeira pergunta que a platéia enviou por escrito ( não havia microfones). Deixei o debate correr um pouco e em determinado momento peguei o papel , fiz um jogo de cena e falei ao microfone “aqui está a pergunta de um milhão de dólares”. Olhei para o executivo da empresa em questão e disse “mas esta é proibida e não será feita”.

Risos nervosos no painel, gargalhadas e curiosidade na platéia.
Ao final do debate, coloquei no bolso dele o papel e fomos todos embora felizes – platéia e debatedores.

Este ano no Digital Age não foi diferente: nos dois painéis que moderei e no que participei como debatedor procurei sempre mexer com platéia e participantes.

Mas o que me deixou mais feliz mesmo foi ler uma tuitada de um grande amigo do mercado, no momento em que entrava no palco:

“O moderador apimentado entra em cena no #DAge20 nada de debate morno!”

E assim foi.

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Os pilares de uma estratégia digital eficiente

Recentemente me foi perguntado em uma entrevista quais seriam minhas sugestões para uma estratégia de marketing online eficiente.

Cada marca tem uma necessidade própria, mas acredito firmemente que há três pilares no qual deva se sustentar suas iniciativas.

– Marketing de Busca
– Redes Sociais
– Marketing Visual

Se você perdeu o artigo na revista ProXXIma, leia o texto completo, em detalhes, na minha coluna no Webinsider.

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Publicidade em redes sociais: show me the money

O André Bianchi escreveu um longo e detalhado post sobre os crescentes investimentos em publicidade nas redes sociais.

O eMarketer, citado no post, tem gráficos que mostram claramente isso no mercado norte-americano.

Aqui, o Google continua o esforço em promover o Orkut, que como eu já disse tem o que para mim é um espaço nobre, na página logo após você sair do site.

E o Facebook, que ainda não tem escritório local, continua sendo vendido através de um representante comercial, além de oferecer a opção de se comprar campanhas com cartão de crédito, assim como faz o Google para pequenos anunciantes.

Mas…funciona anunciar em redes sociais?

A esposa de um amigo tem uma empresa que comercializa bolos em domicílio. Para eles, o Facebook foi o que faltava para o negócio decolar de vez. Funciona melhor do que links patrocinados no Google, segundo ele.

Fico em dúvida, porém, se grandes anunciantes tem colhido os mesmos resultados. Para esses, ainda acredito mais nas fan pages, que são gratuitas e, apesar da péssima usabilidade do Facebook, ainda permitem mais exploração de atributos de marca. Além de ações de ativação no Twitter.

Usar as redes sociais apenas para veicular banners me parece de uma mentalidade tacanha e falta de conhecimento do potencial destes novos ambientes. Assim como acredito que os TrendTopics patrocinados no Twitter são altamente questionáveis em eficiência.

Por isso, não me impressionam os altos investimentos. Eu gostaria é de ver os resultados que os anunciantes obtiveram com esses mais de 1 bi de dólares investidos.

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Comparativo entre ferramentas para automação de links patrocinados

Possivelmente um dos pontos que mais prendeu a atenção da audiência em minha apresentação no Searchlabs foi o quadro comparativo entre algumas ferramentas de Bid Management e administração de campanhas de links patrocinados.

Reproduzo o quadro abaixo para aqueles que estavam pedindo o material.

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