Depois de dois eventos praticamente seguidos – Digital Age e Proxxima – acredito que dá para fazer um balanço dos temas abordados.

Branding na internet
Claro que dá para fazer, mas uma coisa é você criar em um mercado com 80% de penetração de internet (EUA) e outra é no Brasil, com “apenas” 30%. O foco e as estratégias são completamente diferentes.

Social Media
Chega, já deu! Como eu disse no Twitter: já que ninguém tem nada de novo pra falar, deveriam proibir novos eventos até o final do ano.

Mobile Marketing
Vive o mesmo dilema da web anos atrás: carece de referências, de padrões e métricas adequadas. E antes que joguem pedras em mim, vejam o que disse no Proxxima Bob Schukai, vice-presidente de tecnologias Wireless e Broadband da Turner Broadcasting System “Ainda não conseguimos estabelecer a moeda corrente do mobile marketing. Não sabemos ainda como e o que valorizar entre as informações colhidas”. Mas pelos menos estão cobrando um CPM altíssimo 🙂

ROI
Tem agência dizendo que “ROI não é tudo“. Minha sugestão é: pergunte ao seu cliente antes de afirmar isso. ROI é TUDO SIM! Mas você precisa saber medi-lo, pois seja em campanhas de performance ou de construção de marca sempre é possível calcular o retorno sobre seu investimento.

SEM
Impressionante, continua sendo ignorado nos grandes eventos. Como falei no SMX: as pessoas falam muito de integração do offline com online, quando deveriam começar a se preocupar mais em integrar o online com o online. Search não vive sem Display e Display não vive sem Search.

Crescimento do bolo
Inevitável, inexorável. Mas estamos correndo a maratona e não os 100 metros, por isso calma com o andor. De novo lembre-se: 80% de penetração vs. 30% de penetração. E outra: cuidado com o que você deseja, pois pode conseguir. O fato é que ainda há muito a ser feito para que possamos fazer jus aos sonhados 10% de share que foi colocado como meta pelo mercado.

Transmídia
Um modo moderno de falar em crossmídia?

Deixei alguma coisa de fora?