Vou externar a minha opinião e com isso provavelmente ganhar mais alguns desafetos.

Hoje foi lançada a ABRADi, que segundo informa o Meio&Mensagem conta com 40 “agências” (aliás, em minha opinião a maioria são produtoras e não agências, por isso as haspas).

O IAB tem entre os filiados 40 produtoras, grandes agências offline e online(sem haspas) e as especializadas em search marketing. Entre elas, algumas também compõe o quadro associativo da ABRADi e seus diversos capítulos regionais.

Além disso, representando as agências (com e sem haspas) temos a ABEMD, que conta com diversas agências de marketing direto, o Grupo de Mídia, que reúne os profissionais de mídia das agências, e a ABAP.

Respeito todos os profissionais envolvidos na criação da ABRADi, pois eu mais que ninguém sei o quanto o trabalho associativo pode ser desgastante, mas o que uma nova entidade pode oferecer que todas as outras que estão por aí não podem (ou poderiam, pois a atuação da ABAP em relação a internet é nula)?

E dou um exemplo prático: me contaram que hoje no lançamento da ABRADi foi dito que será criada uma tabela referência de custos de produção para o Governo Federal e também cartilha para normatização de concorrências.

Ora, coincidência ou não, esta discussão já está acontecendo no Comitê de Agências do IAB há algum tempo, inclusive com a participação de empresas que compõe a diretoria da ABRADi.

O IAB está discutindo com o CENP a certificação de agências interativas. Será que a nova entidade vai levantar essa bandeira também?

Não seria muito mais proveitoso unir esforços em vez de dividir?