MURALHA ou murinho?

Não sou muito de fazer posts “copiar-colar”, mas resolvi abrir uma exceção, já que a Veja desta semana tem uma matéria sensacional chamada “Fique fora dessas”, sobre as famosas listas dos lugares que você precisa conhecer antes de morrer.

Tive uma experiência dessas na Murallha da China, que é bem mais baixa do que você pode imaginar e gera um certo anti-clímax quando você imagina uma MURALHA e mais parece um murinho quando você posa para uma foto.

Enfim, a matéria é de Bel Mogerdaui e reproduzo o que interessa para o post:

Visitar o Taj Mahal — Conhecer o mausoléu transformado em declaração póstuma de amor é item obrigatório dos viajantes aventureiros. Atente-se para o fato de que o monumento é cercado de Índia por todos os lados: o rio cheira mal, o calor é insuportável, mendigos imploram por trocados e, acima de tudo, há turistas demais. Todos, sem exceção, tirando fotos que serão versões pioradas das imagens dos cartões-postais e guias de turismo. “Eu estive no Taj Mahal e acho que acontece o mesmo que com as pirâmides do Egito e com Machu Picchu: já vimos tanto na televisão e em fotos que, ao vivo, não são tão bonitos. Também dizem que é incrível mergulhar nas Maldivas, mas eu nem sei nadar. E aposto que muitas daquelas cenas eu vi em Procurando Nemo”, disse Wilson a VEJA.


Conhecer vinho
– Algumas pessoas nasceram no terreiro, outras no terroir. É possível, com grande esforço, fazer a transposição de um para o outro. Se não tiver jeito para a coisa, faça como todo mundo e escolha o vinho pelo preço. Saiba que a lei da oferta e da procura funciona: os mais caros são os melhores e os menos caros são os não tão bons.

Aprender outra língua – Grego antigo, alemão moderno, mandarim? Quem já fala no mínimo outros três idiomas pode se dispensar da obrigação. A regra só não serve para mulheres solteiras que querem usar o método de aprender italiano, na Itália, usando o universal e comprovado método de namorar um local.

Ler Guerra e Paz – Ou Ulisses, ou a Ilíada. São obras-primas da literatura, é verdade. Mas ninguém é obrigado a ler suas centenas de páginas se não aproveitar de verdade. Em resumo: não acabe um livro de que você não gosta. Leia outra coisa.

Completar uma maratona – Não basta caminhar na esteira, correr no parque, gastar o calçadão? Para os obcecados por saúde, quem nunca correu 42 quilômetros, como o soldado grego Feidípedes (que morreu depois de completar o trajeto entre Maratona e Atenas), é um sedentário comedor de pipoca na frente da televisão. Se der muita vontade, deite e espere passar.

Pôr em prática o Kama Sutra – Ou fazer sexo na praia. Ou no avião. Sexo é prazer, não competição. “Desde quando contorção corporal é coisa erótica?”, pergunta Jordison em seu livro. Sem o peso da obrigatoriedade, quem sabe surjam umas idéias.

Assistir a Boca Juniors e River Plate no Bombonera, em Buenos Aires – Ou ao Fla-Flu no Maracanã, a Corinthians e Palmeiras no Pacaembu (quando o Timão sair da segunda divisão). Quem torce por algum dos times já foi. Quem não torce ficará impressionado por não mais que quinze minutos. E ainda restarão 75 – de péssima comida e banheiros muito, muito sujos.

Pular de pára-quedas – Ou fazer bungee jumping. Ou, radicalismo dos radicalismos, praticar o “zorbing”, assustadora modalidade em que o praticante é colocado em uma bola gigante, muitas vezes cheia de água, que rola morro abaixo. “Nunca tinha ouvido falar nisso até ler as listas do que fazer. Se você é viciado em adrenalina, faz sentido. Eu sofri um acidente de carro e posso dizer que a sensação é a mesma. Taquicardia, frio e tremedeira. É muito desagradável”, descreve Jordison.

Ir a uma praia de nudismo – Além de correr o risco de sofrer queimaduras em áreas nunca dantes bronzeadas, você se sentirá inferior diante de corpos mais bonitos ou constrangido por outros nem tanto. E passará o dia sendo examinado por estranhos.

Ficar rico – Se não ficou até agora…

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  1. #1 por Julio em 14/10/2008 - 20:52

    Cara Marcelo,Falar que a muralha é um mero murinho, mesmo quando se bate uma foto enquanto se caminha nela é exagero. Tive a oportunidade de visitar o local por 2 vezes e existem trechos menos e mais interessantes. Não sei se você visitou a muralha na parte de Badaling, onde é lotado de turistas, grande parte da muralha já foi reformada e não tem os muros tão altos quanto em Mutianyu. Na primeira visita eu também achei o local apenas “cool”, na segunda quando fui para Mutianyu junto com um guia que explicava os detalhes e peculiaridades da construção, a arquitetura de alguns pontos em formato de L, como foram as guerras, os motivos e até mesmo a altura (quem diria)… Ahhh, ai sim você fica impressionado com aquele “murinho”… Experimenta da próxima vez bater um foto do lado do muro do lado de onde vieram as invasões, tem partes com mais de 6 metros devido ao terreno. Com aquilo cheio de arqueiros, ninjas, bolas de piche com fogo, pedras enormes em formas de bola o muro não precisava ser tão grande para impedir invasões. No final das contas a China acabou sendo invadadida, não me recordo a data e foi justamente onde o terreno era mais plano e o muro com uns 3 metros apenas..Minha dica para quem deseje visitar é contratar um guia que manja da história, te leva nos locais onde não tem turistas e dá até para brincar de vigilante, fica uma pessoa numa watch tower manda alguém ir pra outra, ai você grita para ver até que distância conseguem te ouvir..kkkkkk.. é muito legal você pega o lugar com bem poucos visitantes! Não é decepcionante se forem no lugar certo.Abraços

  2. #2 por Sant'Iago em 15/10/2008 - 12:22

    Pois é Julio, fui visitar essa parte micada – onde é um murinho – mas só descobri isso depois…:-(

  3. #3 por incriveiscarros em 19/10/2008 - 16:00

    Muito bom esse blogNota 10abraço

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