Fala sério, ninguém tem memória, não?

Semana passada o Caderno Propaganda & Marketing trouxe uma matéria sobre a criação de um código de auto-regulamentação de email marketing.

Nesta semana, Silvio Lefèvre, colunista do mesmo veículo, escreve em sua coluna , chamada Derrapadas, sobre o mesmo assunto dizendo que “É importante esclarecer que esta afirmação deveu-se a um mal-entendido, pois o que existe por ora é apenas uma minuta, ou seja, um documento de trabalho, que está sendo submetido a estas e outras entidades para análise e revisão.”

Fala sério, ninguém tem memória, não?

Em 2003, quando eu era presidente da AMI (atual IAB Brasil), foi desenvolvido trabalho semelhante e foi lançado o CÓDIGO DE ÉTICA ANTI-SPAM E MELHORES PRÁTICAS DE USO DO E-MAIL MARKETING E MENSAGENS ELETRÔNICAS, que foi assinado por AMI, ABEMD, ABRANET, Câmara Brasileira de Comércio eletrônico, entre outras entidades.

Documento esse que continua até hoje disponível no site do IAB Brasil.

O Código foi lançado em uma coletiva de imprensa no dia 11 de novembro de 2003, que contou com a presença dos presidentes das entidades signatárias (incluindo Efraim Kapulski, presidente da ABEMD já àquela época) e da dra.Patrícia Peck, responsável pela redação final do material com o apoio de outros advogados das demais entidades (Aliás, pelo que entendi ela está envolvida nessa nova iniciativa).

O projeto de 2003 foi notícia em diversos órgãos de imprensa, como o jornal O Globo e teve o apoio também do Comitê Gestor da Internet Brasileira, que publicou matéria a respeito.

E mais, até foi criado um site para receber as denúncias, que ainda continua no ar.

O Grupo Brasil Anti-Spam infelizmente não teve sucesso no longo prazo, caindo no esquecimento devido a questões políticas sobre quem deveria liderar os trabalhos de recolhimento de denúncias, vaidades pessoais e imaturidade do mercado.

Mas, a bem da história e em reconhecimento a Cid Torquato, Antonio Tavares, Antonio Carletto, Gil Giardelli, dr.Renato Opice Blum e demais envolvidos no imenso esforço de 2003, o que se discute hoje não é uma iniciativa inédita de auto regulamentação; e muito me surpreende que o documento criado há 5 anos não sirva como base para a nova discussão.

  1. #1 por gilgiardelli em 09/09/2008 - 23:17

    É meu grande amigo Marcelo, nós trabalhamos tanto anos atrás! ;)Como você colocou sabiamente ou todo mundo está sem memória ou cairam novamente nos erros da vaidade e imaturidade!AbsGG

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