Entre 1995 e 1996, a J.Walter Thompson foi uma das primeiras agências – junto com a DM9 do PJ Pereira, a Almap que tinha o René de Paula e DPTO do Fran Abreu – a se organizar para desenvolver projetos e campanhas para internet. Foi na Thompson que comecei minha carreira como redator e depois Diretor Associado de Criação para Internet.

Nessa mesma época, a Publicis, quando ainda era Norton associou-se a uma produtora web chamada InterNort.

Em 2000, a JWT passou todas as suas operações de web na América Latina para uma agência digital Argentina chamada CollectiveMind (fui o Country Manager no Brasil) e no ano seguinte trouxe para o Brasil a JWT@Digital, que foi liderada pela Luciana Garcia, hoje sócia da Plano Digital de Brasília. Depois o negócio desandou e os jobs foram quase todos para a RMG. Agora, a JWT Digital renasce sob o comando do Marcelo Prais, com conquistas importantes como Coca-Cola.

Também lá por 1999-2000 a FNazca foi dormir analógica e acordou digital: simbolicamente todos os funcionários foram demitidos e recontratados para marcar a nova mentalidade interativa da agência, cujas atividades online tinham o comando do Fernand Alphen. Hoje, Fernand é diretor de planejamento e quem responde pela área digital lá é o Ricardo Cavallini, quem tem muita história nesse mercado.

A Grottera durante um breve período, também nos idos da web 1.0, se auto denominou Grottera.com, para logo em seguida voltar atrás, assim que a bolha estourou. Hoje, nem site mais tem.

A Euro já foi Interactive e 4D pelas mãos da Roberta Raduan e do Alon, hoje sócios da Sinc. Sinc, aliás, que segundo falam por aí, deve assumir as operações digitais da WBrasil, que já teve parceria (ou sociedade, não lembro bem) com a Pop.com (atual AG2).

A McAnn teve a sua Thunderhouse, que ganhou Leões em Cyber sob a liderança de Bob Gebara.

A DPZ viveu breves momentos como DPZ.com, marca hoje já extinta.

Nesse período todo, a única que teve uma atuação constante – com altos e baixos, é verdade – foi a Ogilvy Interactive, primeiro com a Sandra Chemin, passando pelo Carletto e hoje nas mãos do Renato de Paula.

Já a pioneira Almap, nunca caiu na tentação de criar uma marca específica para a mídia internet, bem como a AGE, que tem o João Binda, que foi Almap muito tempo, comandando as operações interativas.

A Leo Burnett bem lá trás também teve uma unidade de web, comandada pelo Jairo Soares, a Fischer nunca arriscou nada, a Talent, que sempre esteve ausente, ano passado contratou o Luciano Vaz, ex gerente de mídia da AgênciaClick.

Mais recentemente, a Africa lançou a Hello, com Suzana Apelbaum e Ale Santos, e a Lew Lara/TBWA criou a ID, tendo o Igor Puga como sócio.

Quem agora renasce das cinzas e com grande alarde – com direito a matéria de capa no Meio&Mensagem e tudo – é a unidade digital da Y&R, que por volta de 2002 chamou-se Y&R 2.1 e era comandada pela Patricia Peck.

Dia desses faço um post sobre a história das agências digitais.

Uhmmm…pensando bem, acho que vou escrever um livro!