Arquivo de maio \27\UTC 2008

Podcast sobre Microsoft e Yahoo

Participei de um podcast para o IDG Now comentando as negociações entre Microsoft e Yahoo.

Foi publicado hoje. Espero que gostem.

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Publicidade online = campanhas de performance

Pelo menos no mercado norte-americano esta é a realidade: publicidade online está se tornando sinônimo de campanhas de performance.

Para concordar com esta afirmação basta analisar o quadro abaixo, com os dados da publicidade online nos EUA em 2007, produzidos pelo IAB e PricewaterhouseCoopers LLP.

Dos 21.2 bilhões de dólares, 51% foram investidos em modelos de performance, contra 45% no modelo CPM e 4% híbrido.

Além disso, keyword search totalizou 41% dos investimentos, mais que a soma de todas as formas de display media (patrocínios, banners, rich media e vídeo).

Outro dado que chama muito a atenção é o baixíssimo volume representado pelas campanhas de email marketing, com apenas 2% do total. Pelo visto, este é mesmo um formato sem futuro como mídia, devendo ficar restrito a ações de relacionamento.

O relatório completo está disponível no site do IAB dos EUA.

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Na Sibéria não tem nada disso

Escrevi um artigo comentando os problemas enfretados pela Net nos resultados de busca orgânica do Google.

Ele foi publicado na edição mais recente da revista Meio Digital (página 87) e também no Webinsider, onde está gerando uma boa polêmica.

Vale conferir.

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Investimentos em publicidade online ultrapassam a TV por assinatura

Conforme relata o Alexandre Jungerman em seu blog, os investimentos em publicidade ultrapassaram os de tv paga, segundo o relatório do Projeto Intermeios.

Segundo o post, “No consolidado do 1º trimestre de 2008, foram investidos R$ 134.282.415,98 em Internet, contra R$ 117.421.611,64 em PayTV. Com isso, a participação fica em 3,25% e 2,84% respectivamente. Além disso, enquanto o mercado total cresceu 15,48% em comparação ao mesmo período de 2007, o valor investido na web foi 36,08% maior que o aferido no 1º trimestre do ano passado.”

Vale lembrar que os números de Google e Yahoo não estão computados no Intermeios ainda, apenas os comparadores de preço e os portais parceiros dos dois sites de busca (ou seja, aqueles que servem links de forma contextual ou em sua busca).

Ou seja, a TV paga já ficou beeem mais para trás, na verdade.

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MídiaClick leva bronze no Prêmio ABEMD

Ontem foi a entrega do Prêmio ABEMD 2008 em um evento para mais de 800 pessoas.

Mais uma vez a MídiaClick foi premiada: o case Assine Abril no Google levou bronze na categoria digital.

Assim como em 2007, foi a única campanha de links patrocinados a receber prêmio.

Ano passado a campanha foi ouro, então espero que ano que vem seja prata, pois aí teremos os 3 troféus.

🙂

Parabéns ao Danilo e Marcos, da MídiaClick, e a toda equipe da área de Assinaturas da ed.Abril.

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Para evitar dúvidas e mal-entendidos

Parece que meu post anterior causou alguns mal-entendidos, então vamos lá: quando eu falei agências de publicidade leia-se AGÊNCIA OFFLINE.

Vizio, Organic, 10 Minutos, Webra, Tesla, Hypermidia, AgênciaClick, ModemMedia, Yes, Tribo e muitas outras interativas são parte fundamental da publicidade online brasileira, assim como seus executivos: Cavallini, Christian Haas, Michel Lent, Carlos Azevedo, Ricardo Pizzamiglio, PJ, Raul Medici, Bob Wolheim, Raul Orfão, Tassinari, Luli, Sandra Chemin e tantos outros.

A eles rendo minha homenagem.

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Uma breve história das agências de publicidade e a internet

Entre 1995 e 1996, a J.Walter Thompson foi uma das primeiras agências – junto com a DM9 do PJ Pereira, a Almap que tinha o René de Paula e DPTO do Fran Abreu – a se organizar para desenvolver projetos e campanhas para internet. Foi na Thompson que comecei minha carreira como redator e depois Diretor Associado de Criação para Internet.

Nessa mesma época, a Publicis, quando ainda era Norton associou-se a uma produtora web chamada InterNort.

Em 2000, a JWT passou todas as suas operações de web na América Latina para uma agência digital Argentina chamada CollectiveMind (fui o Country Manager no Brasil) e no ano seguinte trouxe para o Brasil a JWT@Digital, que foi liderada pela Luciana Garcia, hoje sócia da Plano Digital de Brasília. Depois o negócio desandou e os jobs foram quase todos para a RMG. Agora, a JWT Digital renasce sob o comando do Marcelo Prais, com conquistas importantes como Coca-Cola.

Também lá por 1999-2000 a FNazca foi dormir analógica e acordou digital: simbolicamente todos os funcionários foram demitidos e recontratados para marcar a nova mentalidade interativa da agência, cujas atividades online tinham o comando do Fernand Alphen. Hoje, Fernand é diretor de planejamento e quem responde pela área digital lá é o Ricardo Cavallini, quem tem muita história nesse mercado.

A Grottera durante um breve período, também nos idos da web 1.0, se auto denominou Grottera.com, para logo em seguida voltar atrás, assim que a bolha estourou. Hoje, nem site mais tem.

A Euro já foi Interactive e 4D pelas mãos da Roberta Raduan e do Alon, hoje sócios da Sinc. Sinc, aliás, que segundo falam por aí, deve assumir as operações digitais da WBrasil, que já teve parceria (ou sociedade, não lembro bem) com a Pop.com (atual AG2).

A McAnn teve a sua Thunderhouse, que ganhou Leões em Cyber sob a liderança de Bob Gebara.

A DPZ viveu breves momentos como DPZ.com, marca hoje já extinta.

Nesse período todo, a única que teve uma atuação constante – com altos e baixos, é verdade – foi a Ogilvy Interactive, primeiro com a Sandra Chemin, passando pelo Carletto e hoje nas mãos do Renato de Paula.

Já a pioneira Almap, nunca caiu na tentação de criar uma marca específica para a mídia internet, bem como a AGE, que tem o João Binda, que foi Almap muito tempo, comandando as operações interativas.

A Leo Burnett bem lá trás também teve uma unidade de web, comandada pelo Jairo Soares, a Fischer nunca arriscou nada, a Talent, que sempre esteve ausente, ano passado contratou o Luciano Vaz, ex gerente de mídia da AgênciaClick.

Mais recentemente, a Africa lançou a Hello, com Suzana Apelbaum e Ale Santos, e a Lew Lara/TBWA criou a ID, tendo o Igor Puga como sócio.

Quem agora renasce das cinzas e com grande alarde – com direito a matéria de capa no Meio&Mensagem e tudo – é a unidade digital da Y&R, que por volta de 2002 chamou-se Y&R 2.1 e era comandada pela Patricia Peck.

Dia desses faço um post sobre a história das agências digitais.

Uhmmm…pensando bem, acho que vou escrever um livro!

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