Viral ou teaser?

Uma das primeiras lições que aprendi como redator publicitário foi que criar um teaser é uma ótima estratégia para lançar um produto.

Isso há 18 anos, quando os redatores ainda usavam máquina de escrever, Macintosh era o sonho dos diretores de arte, não havia celulares e o fax era a coisa mais moderna em termos de comunicação empresarial.

Mas, nos dias de hoje, criar uma campanha teaser parece ser algo do outro mundo para muita gente.

Exemplo: essa semana surgiu um tititi em diversos blogs e sites de notícia por causa de uma campanha envolvendo uma suposta banda, o “The Uncles”.

Não vou julgar as eventuais brechas na estratégia que levaram à descoberta antes do tempo, mas ação trouxe boas idéias. A mais legal delas – porém a que gerou um monte de críticas – foi inserir uma música na programação da rádio Eldorado. A campanha teve ainda comunidade no Orkut, site, blogs falando da banda, vídeo no YouTube, etc.

Ao descobrirem que era uma ação publicitária muita gente ficou indignada: “absurdo, não somos trouxas”, “vou processar”, “um viral mal feito” e coisas assim. Outros se vangloriaram ao descobrir que era uma campanha.

Gente, relaxa… é só um teaser.

(Mas, se olharmos pelo lado do marketing viral, também deu certo, visto a discussão gerada).

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