A Muralha da China

Desde o início desta semana um dos assuntos mais populares mundo afora tem sido a censura a internet na China.

O negócio pegou fogo com a notícia de que o Google concordou em censurar suas buscas para que possa continuar operando no país.

Um dos fundadores do Google, o Sergei Brin, em entrevista à Fortune, explicou as razões dessa decisão.

Claro que surgiram diversas críticas, mas vale lembrar que Yahoo e Microsoft tomaram atitudes semelhantes, afinal ninguém quer ficar de fora do mercado chinês, que em 2005 chegou a 111 milhões de pessoas online!

Quando estive em Hong Kong e Beijing em 2004 para dar algumas palestras, sinceramente não percebi censura a internet. Já no ano passado, quando fui para a Tunísia participar da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, a coisa foi diferente: não consegui acesar Google, Yahoo, Hotmail e Gmail da conexão discada do meu hotel.

É importante esclarecer que o Google censura “apenas” os resultados da busca realizadas por determinados termos. O acesso aos sites é bloqueado pelo próprio governo chinês. Além disso, “apenas” a versão em chinês do Google é censurada.

Por exemplo, quando você busca por “falun gong”, a versão em chinês traz somente 11.900 resultados, enquanto que a do google.com traz 2.750.000 .

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