Relações Públicas online.

Semana passada estive em San Jose, na Califórnia, participando do evento Search Engine Strategies.
Dois temas me chamaram muito a atenção e gostaria de dividir com vocês.

O primeiro é a reaproximação da publicidade online com Wall Street. Ok, você vai dizer que isso não é novidade, que investidores perderam muito dinheiro na Bolha, etc. Mas não é isso. As campanhas de links patrocinados funcionam em um sistema de leilão, baseado em oferta e procura: uma palavra muito procurada tem um custo-por-clique (CPC) mais alto do que outra de baixo interesse. Ou seja, funciona como o mercado de valores. Pois já existem empresas usando a mesma lógica de Wall Street para otimizar os lances e o desempenho de suas palavras-chave no Google, Yahoo, MSN e companhia. Trata-se de uma maneira totalmente nova de abordar as campanhas e de forma comprovadamente eficiente. Normalmente, as otimizações são baseadas em regras isoladas e não na comparação de resultados de todo seu portfolio de palavras. Muitas vezes uma alteração baseada em uma regra isolada pode diminuir sua rentabilidade final, coisa que não acontece nessa nova visão, que os gringos chamam de “portfolio approach”. Se quiser saber de mais detalhes, me mande um e-mail que terei prazer em elaborar mais sobre o tema.

O segundo assunto é a importância dos sites de busca no gerenciamento de imagem corporativa e relações públicas. Essa nova vertente do marketing em sites de busca está sendo chamada de Search Engine-PR.
Faça o teste: vá ao Google e digite a palavra splenda, que é uma marca de adoçantes. Você verá que os dois primeiros resultados vem do site da própria empresa. Até aí tudo bem. Mas do terceiro em diante a coisa complica: temos seis sites que falam muito mal do produto. São blogs, sites da concorrência e até a Associação dos Fabricantes de Açúcar criou seu site para detonar a Splenda.

Por isso, pelo bem da imagem de sua empresa, monitore com atenção os sites de busca e é fundamental também dar atenção às informações geradas por blogs, listas de discussão e demais fontes “não oficiais”. Além disso, com o aumento da utilização dos filtros anti-spam, muitas vezes o press-release que você enviou a um editor de jornal por e-mail pode ter sido barrado. Então qual a saída? Jornalistas são grandes fãs de blogs e sites de notícias, como Yahoo News e Google News. Acontece que sites de notícia não tem editor: os releases são encontrados da mesma forma que os sites de busca, através de “robôs” que varrem a web em atrás de informações relevantes. Daí a importância de submeter e otimizar seus press-releases para esses sites.

Não está convencido do papel da internet na imagem de uma empresa? Que tal então se eu te disser que o SE-PR pode ser uma fonte de receita? Veja esses dois exemplos: um press-release da Verizon, otimizado para o Google News, gerou uma taxa de conversão de 84%, contra os 30% de suas campanhas de links patrocinados; a empresa aérea Southwest vendeu um milhão de dólares em passagens aéreas em cliques originados em um site de notícia.

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