Arquivo para categoria redes sociais

Um bate-papo com Kevin O’Connor

Kevin O’Connor é um dos pioneiros da publicidade online: foi fundador da DoubleClick, a mais cara aquisição já feita pelo Google (3.1 bilhões de dólares em 2007).

Hoje é fundador e CEO da FindTheBest, que é um site muito interessante. É um privilégio poder ouvir uma pessoa com a experiência de Kevin. Leia a entrevista exclusiva que ele concedeu para mim.

1. O que é o FindTheBest e qual a proposta de valor?

FindtheBest é como um assistente pessoal para ajudar nas decisões importantes que você precisa tomar em sua vida. A web virou um quebra-cabeças de informações desencontradas, fraudulentas e exageros publicitários. Nós removemos tudo isso e permitimos que você compare as coisas similares – “ maçãs com maçãs” – através de filtros simples de usar, que ajudam você a encontrar exatamente o que procura.

Há alguns anos eu comecei a ficar frustrado com a internet: havia muita informação disponível, mas quando eu preciso tomar uma decisão importante levo horas procurando, selecionando e comparando tudo o que encontro. Ou muitas vezes você encontra sites com listas dos “top 10” em determinado assunto, até descobrir que há um arranjo comercial por trás de várias dessas listas.

Eu uso FindTheBest para planejar minhas férias com a família em uma estação de esqui, por exemplo. Eu seleciono minhas opções pelo preço do transporte até o topo da montanha, dificuldade da pista, inclinação e quantidade de neve – não tem nada igual pela web. Meu filho pode comparar as universidades em que ele gostaria de estudar, enquanto minha filha mais nova e seus amigos usam para comparar raças de cavalos, cachorros e gatos.

O objetivo do site é ser um implacável advogado dos consumidores, então não apenas removemos todo o marketing e hype em torno de determinados assuntos, como alertamos sobre pontos importantes a se considerar e as armadilhas a evitar.

Depois que você selecionou o que quer, é muito fácil compartilhar no Facebook, basta um clique.

Atualmente temos 500 mecanismos de comparação, espalhados em 9 categorias principais:

  • Artes e entretenimento
  • Negócios e economia
  • Educação
  • Saúde
  • Referências
  • Ciência
  • Sociedade
  • Esportes e recreação
  • Tecnologia

2. Qual o modelo de negócios

Quando um consumidor está comparando produtos e serviços, significa que ele tem uma intenção de compra muito forte. Esta é uma oportunidade incomparável para anunciantes. Possivelmente teremos publicidade no FindTheBest, mas será algo bem claro ao consumidor, assim como faz o Google nos resultados de busca. No momento estamos preocupados em construir um site de boa reputação e que agregue valor aos consumidores.

Leia a entrevista completa em minha coluna no Webinsider.

, ,

Deixe um comentário

Quanto vale a internet no Brasil?

A Época Negócios que está nas bancas traz uma ótima reportagem de Guilherme Felitti sob o título “A Década Digital Brasileira”. O Texto aborda o crescente interesse de empresas internacionais em operar localmente, pegando principalmente a “rixa”entre Google e Facebook.

Acompanhando a reportagem, o site da revista publicou um ótimo vídeo com dados globais sobre a internet em nosso país nunca antes compilados juntos. Vale conferir!

, ,

1 Comentário

Tuitar é fácil, fazer é que é difícil

Que as redes sociais tem um papel cada dia mais importante na vida das pessoas isso não se discute. Aliás, não apenas das pessoas, mas de empresas. Aliás, não apenas de pessoas e empresas, agora também de países.

A militância virtual vem ganhando cada dia mais força, prova disso é que Facebook e Twitter ocupam frequentemente um lugar de destaque nos noticiários locais  e internacionais.

A recente crise do Egito mobilizou pessoas no mundo inteiro, como já havia acontecido recentemente durante dias turbulentos no Irã em 2009. Mas esta nova militância tem uma característica única: o baixo comprometimento.

Tiago Dória escreveu recentemente um post em seu blog chamado “Hasgtags não derrubam governos” e é um dos mais brilhantes ensaios sobre o tema, recomendo a leitura. Doria baseia seu texto no livro The Net Delusion, de  Evgny Morozov e, em uma das melhores passagens diz que “(…)muitas vezes esse tipo de ciberativismo não apresenta resultados, visto que se preocupa muito com a mobilização (juntar seguidores no Twitter e amigos no Facebook) e pouco com a ação (depois de conseguir 10 mil seguidores e fãs na página do Facebook, o que vai fazer? Enviar spam com conteúdo político para todo mundo?)(…)”.

É uma grande verdade, pois dado o impressionante número de citações a grandes pensadores e escritores que leio especialmente no Facebook, o Brasil seria um dos países mais cultos e engajados do mundo. Longe disso, não é mesmo?

É legal, é bacana, é moderno tuitar com hashtags politicamente corretas, assim como pega bem citar Clarice Lispector, Bukowski ou Shakespeare em seu perfil do Facebook.

Não estou aqui negando a influência das redes sociais, mas assim como Doria e Morozov, relativizando seu papel. Até porque, se bem orquestrado é possível influenciar os famosos TTs (trend topics, do Twitter).

O pessoal do Pânico faz isso quase todo dia, por exemplo. já tratei isso inclusive em outro artigo, quando das eleições presidenciais. Não é sempre que espontaneamente surge um #calabocagalvão.

No final de janeiro, porém, tivemos um bom exemplo de como uma iniciativa diferenciada pode sim reverter em bons resultados e, claro, atingir o topo dos TTS.

Não, não estou falando de nenhuma estratégia de guerrilha ou marketing viral, mas da ira de um consumidor, o sr. Oswaldo Borelli.

Insatisfeito com os problemas em seu refrigerador Brastemp, após 3 meses de idas e vindas sem uma solução definitiva, ele gravou um vídeo e postou no YouTube. Em seguida criou uma conta no Twitter. Resumindo: 7 dias após a postagem, a Brastemp resolveu o problema deste consumidor, soltou um pedido público de desculpas e prometeu rever suas políticas. Mas não antes da marca ter atingido o topo dos assuntos mais discutidos.

Neste caso, sem dúvida, Twitter, Facebook e YouTube tiveram um papel preponderante no caso do sr.Borelli, mas mesmo assim eu vi mensagens falando sobre futebol com a hashtag Brastemp, num evidente esforço de apenas prejudicar a marca e ver o circo pegar fogo (deveria tê-las guardado para futuras palestras, aliás). Mas ele poderia ter resolvido seu problema de outra forma? Sem dúvida, o PROCON e o Código do Consumidor estão aí pra isso. Mas dá muito trabalho reunir documentos, deslocar-se até lá, fazer a denúncia, aguardar o julgamento. Assim como dá muito trabalho organizar a sociedade civil e ir às ruas protestar. Tuitar ou clicar no botão “Curtir” é bem mais fácil.

 

, , , ,

2 Comentários

>Receita de como colocar um assunto nos TTs do Twitter em menos de uma hora

>Ingredientes
- um programa de rádio de grande audiência,
- um time popular que dá vexame
- uma pessoa para tirar sarro
- uma hashtag divertida

Preparo
Na abertura de seu programa convide os ouvintes a usar uma tag específica em suas mensagens. Reserve.
45 minutos depois está pronto.



(Foi assim ontem com o Estádio 97. Às 18:10 o apresentador Sombra conclamou os ouvintes: “hoje é dia de colocar a tag #chupamano”nos TTs”. Para quem não ouve o programa, Mano é o nome de um dos “apresentadores” e é corinthiano roxo. Claro que Mano fez diversas bravatas antes do jogo do Corinthians e o modesto Tolima, vencido pelo segundo. Antes das 19h a tag já estava nos TTs. brasileiros)

2 Comentários

Obama ou Olama?

Havia grande expectativa sobre qual o papel que a internet teria nas eleições deste ano. 

Todos os especialistas em marketing se perguntavam quem seria o novo Obama, que usou com inteligência os meios digitais em sua campanha, a ponto de ter sido eleito o anunciante do ano  pelo Advertising Age. O IAB, inclusive, em um evento reuniu os responsáveis pelas ações online dos principais candidatos a presidente, apenas para fomentar e entender esta discussão, que gerou um belo painel no evento de 15 anos da entidade.

Enfim, sendo o Brasil mundialmente reconhecido como o país onde as pessoas passam mais tempo online também como o paraíso das redes sociais, este sentimento era natural.
Perdoem meu trocadilho, mas o uso da internet nesta eleição esteve muito mais para Olama do que Obama. Foi uma baixaria total.

Falo de minha própria experiência: Facebook, Orkut,Twitter, email…foram bombardeios de todos os lados.

Reza a lenda que teve candidato que criou uma central de produção de factóides que contou com centenas de pessoas, que eram prontamente desmentidos pela brigada de quem sofria os ataques.

Outro ponto curioso foi o papel do cidadão comum.

Alguns mais ativistas vestiram a camisa de verdade e cegos por uma paixão comparável apenas à futebolística, travaram debates intermináveis, muitas vezes com argumentos tacanhos e, claro, com muitas ofensas pessoas a quem ousava se opor a seu candidato e suas idéias.

Tive um debate desses no Twitter, quando falei que determinada hashtag  (palavras antecedidas de # que é utilizado para indexação de assuntos quando você realiza uma busca) estava sendo usada artificialmente para inflar sua relevância, atingir os Trend Topics  (os temas mais comentados no Twitter) e dessa forma mostrar a insatisfação das pessoas com determinado candidato.

Ora, o bom profissional de marketing sabe que há técnicas para se fazer isso. Por exemplo, diariamente o pessoal do Pânico em seu programa da hora do almoço solta uma tipo “vamos colocar a Sabrina nos TTs (apelido carinhoso dos Trend Topics)”. Aí vem uma avalanche de tweets com a hashtag que eles inventaram e…bum! Ta lá o assunto como mais comentado.

Voltando a meu debate: uma simpatizante de determinado candidato literalmente me interpelou e insistiu que isso é impossível; e foi além, chegou a me desafiar a criar um tema para ver se ele chegava ou não aos mais falados. Santa ingenuidade, Batman!

Enquanto isso, o Youtube cumpriu seu papel como repositório de vídeos impagáveis, no caso dos candidatos a cargos legislativos. Porém, acredito que foi pouco utilizado de forma eficiente e profissional, para realmente atrair a simpatia e interesse dos eleitores, como fazem grandes Marcas com seus produtos em busca de potenciais consumidores.

Enfim, por mais interessante que tenha sido ver de repente todos os meus amigos no Facebook transformarem-se em analistas políticos, o fato é que muito pouco se inovou no lado dos candidatos. A internet foi apenas mais um canal para transmitir os discursos vazios e retóricos que levaram os debates televisivos a índices pífios de audiência. 

Sabemos que nossa legislação eleitoral tem limitações e é retrógada em muitos pontos, incompatíveis até com um mundo de comunicação global. Fica a esperança de que isso possa ser revertido e, em um próximo pleito, a classe política faça uma revisão de como se apresentar e atuar nos meios interativos. E, principalmente, que os políticos continuem usando este canal para comunicação no dia-a-dia com os eleitores, coisa que já vemos cada vez menos, agora que a eleição passou.


Deixe um comentário

Bad Facebook, no donut for you!

O Facebook já é a maior rede social do mundo. Mas não é apenas no Brasil que ele encontra rivais de peso, confira no gráfico abaixo publicado pelo Business Insider, com dados da comScore.

Interessante notar que na Índia, onde o Orkut era soberano, o jogo já quase virou, a ponto do Facebook abrir um escritório local no país. Já na Rússia, a coisa está bem polarizada em torno do concorrente local.

Mas, ser o maior site do mundo não o isenta de problemas: no momento que escrevo este post o Facebook está fora do ar para boa parte dos usuários. Como bem ressaltou @dannysullivan, ironicamente eles tem que usar o Twitter para comunicar seus problemas.

E claro, já criaram um logo do Facebook “baleiando”.

Para quem não se lembra, o título deste post foi inspirado pela mensagem de erro do Orkut.

Deixe um comentário

Scooby-Doo cade você?

Uma das mais recentes novidades do Facebook em busca de aumentar o que sabe sobre você e vender mais publicidade é o Places.

É um sistema de geolocalização que concorre com o Foursquare. Porém, ele não está disponível no Brasil, a não ser que você siga algumas instruções específicas, graças ao jeitinho brasileiro.

Se você se incomoda com invasão de privacidade com certeza o Places não é pra você, pois ele expõe cada passo da sua vida, como você pode ver na página abaixo.

Já há alguns relatos inclusive de problemas entre amigos graças ao Places. Por exemplo, vai que você vai a um bar e nem me convidou para beber com você. Eu entro na sua página no Facebook e descubro isso. Chato né?

Agora, para empresas há algumas oportunidades de negócio, sem dúvida.

Enfim, não é pra todo mundo, assim como o Google Latitude também não.

Não é pra mim. E pra você?

Deixe um comentário

Publicidade em redes sociais: show me the money

O André Bianchi escreveu um longo e detalhado post sobre os crescentes investimentos em publicidade nas redes sociais.

O eMarketer, citado no post, tem gráficos que mostram claramente isso no mercado norte-americano.

Aqui, o Google continua o esforço em promover o Orkut, que como eu já disse tem o que para mim é um espaço nobre, na página logo após você sair do site.

E o Facebook, que ainda não tem escritório local, continua sendo vendido através de um representante comercial, além de oferecer a opção de se comprar campanhas com cartão de crédito, assim como faz o Google para pequenos anunciantes.

Mas…funciona anunciar em redes sociais?

A esposa de um amigo tem uma empresa que comercializa bolos em domicílio. Para eles, o Facebook foi o que faltava para o negócio decolar de vez. Funciona melhor do que links patrocinados no Google, segundo ele.

Fico em dúvida, porém, se grandes anunciantes tem colhido os mesmos resultados. Para esses, ainda acredito mais nas fan pages, que são gratuitas e, apesar da péssima usabilidade do Facebook, ainda permitem mais exploração de atributos de marca. Além de ações de ativação no Twitter.

Usar as redes sociais apenas para veicular banners me parece de uma mentalidade tacanha e falta de conhecimento do potencial destes novos ambientes. Assim como acredito que os TrendTopics patrocinados no Twitter são altamente questionáveis em eficiência.

Por isso, não me impressionam os altos investimentos. Eu gostaria é de ver os resultados que os anunciantes obtiveram com esses mais de 1 bi de dólares investidos.

1 Comentário

Os famosos e o Twitter

Acabei de ler um ótimo texto da Bia Granja sobre a capa da Vejinha desta semana.

O ponto de vista dela faz você parar e pensar: o Twitter repete claramente o modelo de broadcast, consagrado na TV e rádio de um falando pra muitos. Isso é bastante claro também no Youtube.

A diferença é que, em ambos o broadcaster pode ser um “não-famoso”, assim como em um blog.

Acho óbvio que Globais e povo de Caras tenham milhares de seguidores, mas isso não quer dizer que eles sejam influentes ou influenciadores, como bem ressalta a Bia. Afinal, “Cala-boca Galvão”, que nasceu e cresceu graças a anônimos como eu e você, está aí pra provar isso.

Por outro lado, bastou a Claudia Raia anunciar sua separação do Celulari para ela ir parar no topo dos Trend Topics Brasil e, acredite se quiser, mundial (!!)

Deixe um comentário

Rá! Pegadinha do malandro!

30 de outubro de 1938. O mundo foi invadido por marcianos, após a notícia de que uma nave não identificada e em chamas caiu em uma fazenda em New Jersey, nos Estados Unidos. Pelo menos isso era o que dizia o rádio, em uma série de boletins sucessivos, incluindo entrevistas com testemunhas e autoridades policiais.

Junho de 2010. Uma campanha de proteção ambiental toma de sopetão a internet. Ou seria o novo single de Lady Gaga? “CalabocaGalvão” chega ao topo dos Trends Topics ( assuntos mais populares) do Twitter e durante uma semana foi o tema do dia – pelo menos na internet – no Brasil e exterior.

72 anos separam duas das maiores pegadinhas que o mundo já viu. Ou, se preferir, dois dos maiores cases de marketing viral.

Leia o artigo completo no Websinsider.

Deixe um comentário

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.402 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: