Arquivo para categoria redes de publicidade

Brasil, o país das ad networks

“Ad networks não funcionam no Brasil.”

Quem nunca ouviu esta frase? Eu escuto desde 2000, quando comecei a trabalhar em uma…ad network, a MundoMedia.

Semana passada mais uma vez a frase veio à cabeça quando li esta notícia no Meio&Mensagem: “Noize lança rede de sites e blogs. A Noize, que engloba revista e plataforma digital especializados em comportamento musical e suas vertentes, está lançando um novo produto no mercado, trata-se da Boost, adnetwork direcionada a quem gosta de música.”

Mais uma. E ainda por cima é uma vertical, pensei comigo mesmo.

Mas afinal, se é um modelo que não funciona, por que elas continuam a aparecer por aqui?

O modelo de ad networks não foi inventado pela internet. No Brasil ele surgiu na década de 30, quando foi fundada a Pereira de Souza, um dos mais tradicionais representantes comerciais do mercado e que hoje atua também com veículos online.

No meio offilne não há dúvidas que as redes são eficientes e parte importante do ecossistema, já que seria inviável fazer uma compra nacional – ou mesmo regional – de rádio ou jornais, por exemplo, sem a ajuda de um representante. Seria uma infinidade de PIs e notas para enlouquecer qualquer departamento financeiro e de operações.

Na web elas sugiram no início da década passada: AdNewtork (a atual Predicta), Click Certo, DoubleClick, MundoMedia e a Realmedia foram as pioneiras por aqui. Hoje, apenas a Realmedia segue atuando na área, já que a Predicta abandonou o segmento em favor do mais rentável negócio de tecnologia, a MundoMedia e ClickCerto fecharam as portas logo após o estouro da bolha, assim como a DoubleClick, que deixou o mercado local. No mais, são empresas novas. A própria Realmedia, diga-se de passagem, é hoje comandada por executivos que compraram a operação original dos fundadores estrangeiros.

O modelo segue em cheque, é verdade. Além da tradicional pressão dos portais, que sustentam boa parte de sua audiência graças a sites parceiros em um modelo que na prática nada mais é que uma ad network, agora as redes sofrem com a chegada das DSPs e ad exchanges. Fiz uma análise mais detalhada em um recente artigo para a ProXXIma.

As redes seguem sim sendo uma saída para pequenos editores. Mas já disse e repito: não há dinheiro para todo mundo neste mercado, pois a mídia no Brasil é muito concentrada e as agências dependem demais dos BVs. Por isso, tem gente por aí sonhando em ser adquirida por uma empresa de fora, enquanto outras empresas já começam a pensar em consolidação com algum competidor.

Enfim, na minha última contagem são quase trinta redes de publicidade, entre horizontais, verticais, móveis, segmentadas e performance. É a categoria mais povoada do Lumascape brasileiro.

Imagine se elas funcionassem.

(Artigo publicado no Webinsider em 17/12/2013)

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Tem dinheiro para todo mundo?

Recentemente o eMarketer divulgou uma pesquisa do IDC sobre o mercado de Real Time Bidding (RTB) na América Latina. O dado mais interessante, porém, é que o estudo traz números específicos sobre o Brasil.

RTB_brasilEsta informação é muito especial e importante por algumas razões: primeiro porque é um mercado muito novo no Brasil e por isso carente de dados; segundo porque nem mesmo as empresas do setor concordam publicamente em um número de investimento.

O IDC diz que em 2013 serão investidos 9.5 milhões de dólares em RTB. Dependendo do câmbio que você utilizar, estamos falando algo como 21 milhões de reais. Permita-me usar 20 para facilitar minha matemática.

Pois vamos a ela: o Projeto Inter-Meios, que mede apenas investimentos em display, afirma que entre janeiro e junho deste ano foram investidos em publicidade online 627 milhões de reais. Comparando este valor à metade do número do IDC, fazendo a chamada conta de padeiro, poderíamos dizer que, nos primeiros seis meses deste ano, aproximadamente o equivalente a 1.7% dos investimentos em mídia display foram transacionados via RTB.

Ótimo! Mas note que eu disse poderíamos. Isto porque o Google, que possui a maior ad exchange, não declara seus números ao Inter-Meios, lembra-se?

Mas o que chama a minha atenção é que um mercado de apenas 20 milhões já é disputado por gente como Google, Facebook, Yahoo, além de multinacionais como Turn, Triggit, DataXu, IgnitionOne, Digilant, Criteo e diversas outras empresas brasileiras.

Este é um mercado carente de informações confiáveis. Mesmo nos EUA, onde o RTB já é uma realidade há algum tempo, ainda há controvérsias: o IAB local questionou a credibilidade destes números, que chamou de “guesstimates” ou, em bom português, “chutados”. Por outro lado, o próprio IAB divulgou semana passada uma pesquisa mostrando que 72% dos veículos e 85% dos anunciantes já transacionam mídia via programmatic.

Seria interessante pegar os números do IDC e fazer uma extrapolação e tentar chegar em um valor para o Brasil. Mas deixo isso pro comitê de ad tech do IAB Brasil, já que eles não tem feito muita coisa além de rodar em círculos, reeditando documentos que já foram lançados em anos anteriores.

E aqui é importante esclarecer que RTB não é a única forma de adquirir/vender inventário utilizando-se plataformas tecnológicas sem interferência humana, que é o que chamamos de programmatic buying.

Enfim, a grande pergunta é: quem serão os vencedores, pois não há (ainda) dinheiro para todo mundo. E sabemos que as agências seguem cautelosas ao adotar esta plataforma em larga escala, já que terão que abrir mão do BV, que não existe neste modelo (assim como em SEM).

Do lado dos veículos, é a mesma preocupação: 50% de todo investimento em mídia online no Brasil vai para links patrocinados e mecanismos de busca. O BV ainda cumpre papel muito importante na estratégia dos portais para continuarem relevantes. Ao abrir mão disso e adotar programmatic, o risco é grande e a fatia do Google deve aumentar mais ainda, pois ele possui a maior ad Exchange do mercado.

2014 será um ano muito interessante.

(Artigo publicado no Webinsider em 11/11/2013)

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O Lumascape do IAB

Esta semana aconteceu a Annual Leadership Meeting do IAB norte-americano. Ao contrário do MIXX, que é um evento mais “acessível” e para fazer caixa, no IABLM a discussão é de nível mais alto e sempre há novidades.

Este ano foram lançados novos formatos de banners, mas o que eu queria comentar foi a apresentação do IAB Digital Advertising Arena, que já estão chamando de o “Lumascape do IAB”.

Lumascape, apesar de extremamente útil e de ter sido uma iniciativa pioneira, é difícil de entender até mesmo para quem é da área, vamos confessar.

E o que a publicidade online menos precisa é de mais complicações. Especialmente na área de ad networks e ad exchanges, que já sofre com a infinidade de acrônimos e um modelo de negócio que muitas vezes não é compreendido.

E aí o que faz o IAB? Complica ainda mais o negócio! Cria inclusive categorias que aparentemente não fazem sentido. Por exemplo, como comentou o fundador da Navegg Pedro Cruz no Twitter: “o que é site serve?”

Na verdade o que eles deveriam ter feito é popularizado o vídeo criado pelo IAB do Reino Unido, que apresenta a evolução deste mercado de display da forma mais didática que já vi. Foi isso que inteligentemente fez o IAB Brasil, ao legendar o vídeo.

E aqui faço um mea culpa, pois criei um Lumascape brasileiro, mas sempre fui um advogado da simplificação.

Para provar como o Lumascape complica o que pode ser simples, a MediaMath criou o divertidoKitchenscape, que mostra as relações entre os ingredientes e uma refeição completa.

Enfim, o IAB fez sua parte, tentando organizar o mercado, mas claramente com um olho em esvaziar a popularidade do Lumascape, que ainda é citado em 9 entre 10 apresentações de display media (no Brasil a proporção é 10 em 10).

Resta saber agora quem vai se habilitar a substituir os nomes das categorias pelas marcas das empresas.

Não olhem pra mim!

Artigo publicado no Webinsider.

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Adnetworks&exchanges: a semana de 16/09-22/09

Real Time Bidding: uma nova realidade

Artigo do Fabrizio Bruzetti, MD da Digilant no Brasil, para o ExchangeWire Brasil.

O GRP continua ganhando prestígio

Para minha surpresa o mercado parece que no médio prazo irá adotar soluções parecidas como o velho GRP, tudo isso em busca das sonhadas verbas de branding. Leia um artigo no MediaPost que trata de uma pesquisa sobre o assunto. Aproveite para ler no ClickZ as novidades do OCR, que é o GRP online da Nielsen.

The MIG defende-se contra acusações de invasão de privacidade

Dois consumidores acusaram a empresa do grupo WPP a ter driblado as configurações de “do not track” do Safari. Leia mais no MediaPost.

O impacto da compra de mídia automatizada nas agências

Uma boa entrevista com Joanna O’Connell, da Forrester, sobre o futuro das agências de mídia. No Digiday.

Facebook lança oficialmente a FBX e testa uma mobile ad network

Tudo em busca da receita de publicidade. Leia sobre a FBX e sobre a mobile network no AdExchanger.

Outras notícias interessantes:

Google deve superar Facebook em receita de mídia display

Google lança novas ferramentas para editores

Chegamos à quarta onda da tecnologia de publicidade

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Adnetworks&exchanges: a semana de 09/09-15/09

Microsoft acredita em construção de Marca via RTB

Entrevista de Daniel Sheinberg, diretor senior de display advertising, para o Adexchanger. E mais um artigo sobre o mesmo tema.

Segue o debate sobre métricas

Artigo bem completo do MediaPost. De quebra, baixe um bom pdf da comScore sobre validated impressions.

Guia sobre display advertising

Excelente, do IAB UK.

Facebook segue expandindo sua ad exchange.

Criteo e Rocket Fuel agora está a bordo, informa o ClickZ. Quem será a primeira empresa a oferecer este inventário no Brasil? Talvez a DataXu, que também anunciou a adesão?

Agências criticam o caos (sic) do mercado de display

Pois é, vamos simplificar? Leia no Digiday.

Não perca o bonde da audiência

Um dos melhores artigos sobre o assunto que li recentemente. No ExchangeWire Brasil

The Science of Display Advertising

Pra fechar, um vídeo com o painel de altíssimo nível da dmexco, em Colônia semana passada. 43 minutos, mas vale ver até o final!

 

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Adntworks& exchanges: a semana de 02/09-08/09

RTB: eficiência para quem compra e quem vende

Boas idéias neste texto no Admonsters.

RTB no mobile

eMarketer analisa os inventários disponíveis em cada plataforma. Os dados incluem América Latina.

Análise sobre performance de campanhas display  em ad networks.

Dados do eMarketer conta com dados da AdSafe Media.

IAB Brasil realiza eventos sobre mídia em tempo real.

Um webinar e um evento em São paulo. Confira no ExchangeWire Brasil.

Yahoo reafirma apoio a RightMedia

Depois de meses de especulações e indefinições, o Yahoo traz novidades sobre a RightMedia. Leia no Adexchanger.

 

 

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Adnetworks&exchanges: a semana de 12/08-18/08

Infográfico sobre RTB

No site da eConsultancy.

Mais RTB. Mas desta vez não é falando bem não.

Artigo no ClickZ fala sobre as video exchanges.

Rubicon ultrapassa Google como principal plataforma de RTB

É o que diz relatório da comScore. Veja no site da The Rubicon Project.

Por que no final das contas somos todos uma ad network

Excelente artigo do ExchangeWire. A versão em português está no Exchange Wire Brasil.

Morte ao banner (Sério, de novo?!)

Mais um, esta semana no Digiday.

Facebook amplia a lista de parceiros em sua ad exchange

Confira a lista atualizada no AdExchanger.

 

 

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Adnetworks&exchanges: a semana de 5/08-11/08

Federated Media vai lançar private exchange

Entrevista da CEO Deanna Brown ao Adexchanger confirma a notícia. Vale lembrar que a FM é top 10 em audiência no Brasil, segundo a comScore. E tudo leva a crer que o Pandora também vai lançar sua AdEx em breve.

RTB será responsável por 34% da receita de mídia display nos EUA em 5 anos.

É o que diz estudo da Parks Associates.

 Vivaki ganha acesso “pre-bid” aos dados de verificação da comScore

Prática cada vez mais comum, pre-bid é ter acesso a uma impressão ainda no servidor, para saber se ela realmente interessa ao comprador. Leia mais no Adexchanger.

Quanto custa criar e gerenciar uma campanha?

Pode chegar a mais de 40 mil dólares, segundo o CEO do The Rubicon Project. Leia no Nextmark.

Excesso de dados mata a criatividade?

Não, pelo menos segundo Marc Schwartz, EVP Global Director of Performance Analytics na McAnn Worldgroup, em artigo para o Adexchanger.

E dia 18/09 tem ATS London, organizado pelo ExchangeWire.

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Adnetworks&exchanges: as semanas de 22/07-04/08

Não postei semana passada pela correria dos negócios ( o que é sempre bom), então aqui vai um acumulado.

Vídeo do IAB UK sobre benefícios do RTB

Jogo rápido, vídeo de 3 minutos no site do IAB UK.

O mercado precisa de métricas padronizadas?

Tá, óbvio que sim. Mas vale ler no Digiday sobre a The Making Measurement Make Sense. De quebra leia no MediaPost sobre a qualidade do inventário display e entenda a importância de comprar audiência e no Digiday sobre viewable impressions, que ganha cada vez mais adeptos. Quer mais notícias sobre métrics? Então vá ao Mashable  ler sobre ad attribuition, outra grande tendência.

Qual o impacto da Facebook ad exchange e (futura) adnetwork

Leia no Adexchanger a opinião de vários especialistas do mercado. E por falar em Facebook, leia também no Adexchanger sobre a liberação de tags da DoubleClick na rede social.

Guerra de patentes também no mercado display.

A comScore partiu pra briga! Mais uma do Adexchanger.

CPX lança adnetwork mobile.

Leia no MediaPost.

Evento: anunciada a agenda do ATS London 2012.

Só feras no evento organizado pelo Exchange Wire.

 

 

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Adnetworks&exchanges: a semana de 16/07-21/07

Semana passada fiquei meio fora do ar, pois viajei ao exterior para participar de um treinamento e quase não li notícias. Mas separei estas:

O fim dos cookies.

Bom, pelo menos esqueceram um pouco dos banner né? Leia o que o CEO da Adchemy disse em entrevista ao AdExchanger.

O sucesso dos video ads.

Caso de sucesso da VideoGenie. Leia no MediaPost.

E aí, mais alguma nota interessante semana passada que eu perdi?

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