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Da série “coisas que apenas a publicidade contextual faz por você”

Pode fazer publicidade contextual em mídia offline? Sim, Claro!

(trocadilho inevitável)

 


(foto de Rudy Wielganczuk, postada no Facebook e compartilhada por um número cada vez mais de pessoas)

 

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Receita de bolo

Um dos exemplos mais antigos que dou quando me perguntam se é possível fazer construção de marca na internet é a analogia do outdoor: quando você vê um cartaz, você não para seu carro, chega perto e dá um tapa nele, antes de ir ao supermercado comprar o produto, certo? Com as campanhas de mídia visual na internet é a mesma coisa: você não precisa clicar para ter sido impactado pela campanha, caso contrário, estaríamos assumindo que 99% das campanhas online não funcionam, já que não receberam cliques, o que é uma grande bobagem.

Mas por que afinal até hoje há um debate se a internet é capaz de fazer branding ou não? Seu poder como canal de resposta direta está mais do que provado, haja vista os enormes investimentos em campanhas de busca, por exemplo. Mas será que alguma marca corajosa seria capaz de “desligar” sua campanha na televisão sem ver impactada seu desempenho me vendas ou imagem? Por outro lado, não resta dúvidas que ainda é possível para uma marca viver sem investimentos online (principalmente em nosso país, graças a predominância da tv aberta nos lares brasileiros). Veja o exemplo da Apple, que investe em comerciais e mídia exterior sempre que tem um produto novo a divulgar, mas nada em mídia online.

Você pode argumentar que Google, Facebook, Hotmail e outras marcas bastante valiosas cresceram sem nenhum ( ou quase nenhum) esforço publicitário – seja na tv ou online, valeram-se apenas do boca-a-boca. Verdade. Mas para um produto de consumo esta realidade ainda está longe de ser possível.

Uma das razões do porque ainda se questiona se é possível construir marca online está sem dúvida nas métricas: cliques e taxas de cliques, medidas de performance, ainda são as formas mais populares de medir-se sucesso de uma campanha, por mais que não queiram dizer muita coisa. O ROI virou o mantra de toda campanha, em um mundo cada vez mais dominado por algoritmos. Já escrevi algumas vezes sobre a proposta de GRP da internet, bancada especialmente por Nielsen e Facebook. Duvido que seja a melhor opção, mas se queremos reforçar a imagem de branding online, precisamos ir além do ROI e do clique.

Outro fator é o formato das campanhas: som, imagem, movimento são fundamentais para transmitir emoção e até bem pouco tempo o famigerado banner de 468X60 pixels de forma alguma é capaz disso. Qual foi a última vez que você chorou de emoção ao ver um banner? Ou um link patrocinado?  Ou ao se deparar com um QR code? Agora, graças a novos formatos de vídeo, uma ruptura está acontecendo e finalmente temos condições de envolver os consumidores como em outros meios.

Para finalizar, a verdade é que é preciso uma mudança de mentalidade: não restam dúvidas que o futuro da comunicação é multi-meios; as barreiras de on e off-line acabam existindo apenas em cabeças analógicas. A geração Y não vê o mundo assim. Precisamos de maneiras mais criativas para avaliar o desempenho das ações, independente dos meios, mas especialmente quando eles atuam em conjunto.

Depois não se queixem que os investimentos em publicidade online deveriam ser maiores. O fermento que fará o bolo crescer são as verbas de branding.

 

(texto publicado na coluna Poucas e Boas, da revista ProXXIma de dezembro 2011)

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Não me interessa “como”. Quero saber “o que”

Este ano, logo na abertura da MIXX Conference, evento anual do IAB em NY, Randall Rothenberg, Presidente e CEO da entidade, cunhou a seguinte frase: “a tecnologia não importa, o que interessa é o que fazemos com ela”.

Bravo!

Há algum tempo há um chavão que me incomoda: o CIO ( Chief Technology Officer) precisa ser o melhor amigo do CMO (Chief Marketing Officer) para a publicidade online funcionar.

Data venia, permitam-me discordar.

Se assim fosse, desde os tempos do rádio esse amor já deveria existir. Mas o CMO precisa entender como funciona uma gráfica para desenvolver uma boa campanha de mídia impressa? Ou então como foi gravado aquele comercial cheio de efeitos especiais para poder aprova-lo?

Então tanto faz se ele sabe a diferença entre Flash e HTML5. Ele apenas precisar ser informado que um funciona no iPad e o outro não. Poupem-me dos detalhes técnicos de como o banner deu aquela cambalhota quando a página foi carregada ou qual adserver foi usado para instalar os cookies responsáveis pelo retargeting da campanha.

O que interessa – e isso o CMO precisa saber -  é  que pode ser feito no ambiente da campanha, seja ela mobile, web, tv ou qualquer outro meio. E não é necessariamente o CIO que vai explicar isso a ele. Mas claro que o segundo precisa saber tudo sobre plataformas de ecommerce, mobile apps e protocolos de segurança, para que o primeiro possa seguir focado em sua missão: comunicação, marketing, publicidade.

Vou dar um exemplo acontecido no MIXX este ano:

Carolyn Everson, VP Global Sales fez uma apresentação mostrando o potencial e os benefícios de se anunciar no Facebook. Em 30 minutos ela utilizou a palavra “tecnologia” apenas 3 vezes e uma dela referindo-se à frase de Randall na abertura. Ela foi amplamente tuitada, retuitada e citada em posts.

No final da manhã, Jaron Lanier, Partner Architect at Microsoft Research’s eXtreme Computing Group, falou para a mesma platéia sobre o potencial da realidade virtual em ampliar a forma como as pessoas se expressam, divertem-se e aprendem. Resultado? Silêncio no plenário, no Twitter, em blogs e redes sociais.

A resposta é simples: por mais fascinante que seja o tema realidade virtual – e é mesmo- a audiência, formada basicamente de publicitários e marqueteiros, não se empolga com a tecnologia. Ela quer saber o que pode ser feito com ela. Talvez se Jaron mostrasse imagens do Kinect tivesse tido um melhor retorno.

O Google também utilizou-se de uma estratégia simples e brilhante para mostrar que as pessoas assistem comerciais no YouTube: distribuiu sinalizadores verdes e vermelhos para a audiência.  Ao iniciar a exibição de um comercial todos deviam estar com os sinalizadores verdes levantados; apenas após 6 segundos você poderia mudar para o vermelho, caso não gostasse do comercial. Resultado: o primeiro filme, uma animação, foi rapidamente gongado. Já o segundo, teve aprovação da maioria, pois ele prendia seu interesse até o final.

Assim foi durante os dois dias do evento: quem evitou calcar seu discurso em tecnologia e mostrou seus argumentos com um discurso adequado a audiência, teve as melhores respostas.

Em 7 anos que vou ao MIXX, Jonathan Mildenhall, Vice President, Global Advertising Strategy and Content Excellence da Coca-Cola recebeu a mais longa ovação que já vi no evento. Sua apresentação foi contagiante (me disseram que ele já havia se exibido no Festival de Cannes com enorme sucesso). E ninguém quer saber como foi criada e produzida as incríveis animações que ele utilizou.

 

(artigo publicado na revista ProXXIma de novembro)

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Eu te disse, eu te disse!

O IAB Brasil ontem finalmente resolveu sair do muro e peitar o mercado de publicidade ao divulgar uma nova estimativa de investimentos em publicidade online que inclui Busca. A apresentação feita no evento está disponível no site do IAB Brasil.

Demorô!

Venho batendo nesta tecla desde 2008: com Busca o mercado dobra de tamanho. E, em 2009, fiz um novo post que gerou bons comentários. Na mesma época a revista ProXXIma trouxe uma matéria sobre o assunto.

Inclusive um deles, de autoria de Rodrigo Almeida ( a quem não conheço), dizia ” Taí um modo sem inteligência de se trabalhar com os números do mercado e utilizá-los do modo que melhor convém.Aproveita-se de uma defasagem de dados claros do mercado online.” .

Pois é…

Não foi divulgada uma fonte oficial para a estimativa, que vem de consultas a executivos e empresas de destaque do mercado. Mas tendo o Presidente do Google à frente do IAB, a estimativa não tem como estar errada.

Outro ponto a se destacar é que o dinheiro de Busca é “não contabilizado”, já que os mecanismos de busca não declaram estes valores no projeto Intermeios, especialmente o Google. Isso apenas aumenta o bolo publicitário brasileiro.

Ao Rodrigo, aos demais que comentaram o post e ao mercado, só posso dizer: eu te disse, eu te disse!

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Pede pra sair!

Recentemente temos visto empresas de sucesso trocarem de CEO: sai o fundador e entra um administrador profissional. Aconteceu com o Twitter e esta semana com o Youtube

Esse é o grande desafio para um empreendedor: quando deixar seu filho andar com as próprias pernas? Pois uma empresa nada mais que um filho e filho é criado para crescer e viver livremente. Infelizmente nem todo pai (ou mãe) enxerga isso e acaba criando uma criança mimada: ela tem grande potencial, mas nunca vai ser grande, independente, vencedora, pois vive à sombra dos pais.

Sombra.

Palavra terrível para qualquer empresa, que assim como uma planta precisa de luz para crescer e se desenvolver. Luz das grandes idéias, das inovações, da ousadia. E não a sombra do conservadorismo, da insegurança, do paternalismo.

Em minha carreira vivi algumas vezes a situação onde os empreendedores não aceitaram que era preciso sair de cena, para outro poder assumir o comando. Uma pena. Posso dizer com segurança que, em nenhuma das vezes, a empresa foi beneficiada com essa teimosia.
O próprio Yahoo sofreu com esse dilema no passado, ao contrário do Google, cujos fundadores rapidamente contrataram um executivo para liderar as operações. Taí o resultado.
Por isso, você que é empreendedor: abra a janela, deixe a luz entrar. E, na hora certa, não espere surgir um capitão Nascimento: ponha o orgulho de lado e a viola no saco. Pede pra sair.

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Se fosse internet…

Era só trocar o banner…

por este aqui e pronto!

Mas como é jornal, até o Abílio teve que se envolver no twitter:

Como Pres. do Conselho de Adm. do GPA peço desculpas, em meu nome e do Grupo, aos brasileiros e, principalmente, aos jogadores da seleção
about 3 hours ago via web

Não compartilhamos com a impunidade e tomaremos as providências, que não eliminarão o erro, mas irá responsabilizar os culpados.
about 3 hours ago via web

(fotos via @jeffpaiva)

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O fim da privacidade

Google e Facebook travam claramente uma luta para dominar o conhecimento e os detalhes da vida de cada um de nós, em busca de receitas publicitárias.

Se você não leu minha coluna na revista ProXXIma, aproveite e confira no Webinsider.

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Alô Adidas: internet não é mídia impressa

A vaca foi pro brejo na sexta-feira, quando o Orlando Magic perdeu o jogo 5 das finais da conferência leste da NBA para o Boston Celtics.

2 dias. 48 horas. Uma eternidade na internet.

Mesmo assim, ao acessar o site da NBA hoje – domingo – está lá o anúncio da Adidas com o Dwight Howard, cuja missão, segundo o texto na própria peça, é “levar o Orlando ao título”.

Detalhe: campanha em português e, muito provavelmente, comprada via rede de conteúdo do Google, o que só aumenta o problema, pois basta entrar no sistema e pausá-la. E depois trocar por outra peça, simples assim.

E tem mais: quando você clica e entra no hotsite…”estamos entre os 16 times que foram para as finais…”.

Hello, vocês já estão fora! Out! Finito!

Uma coisa é o anúncio na revista ou jornal, que você só pode corrigir na edição seguinte, às vezes apenas na próxima semana ou mês. Agora na web…isto é imperdoável!

(dica para a Adidas e sua agência: aproveite que vocês patrocinam também o Kevin Garnett, que joga no finalista Boston, e atualizem a campanha)

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Coisas que só a publicidade contextual faz para você – 2

Já fiz um post sobre isso antes e também pontuei o problema enfretado pela Uniban.

Agora veja abaixo mais um daqueles flagrantes possíveis apenas graças publicidade contextual: notícia sobre a fusão da Ricardo Eletro com Insinuante ativou um anúncio adivinhe de quem?

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Bye-Bye Rádio: web firma-se como o 4o. meio do país em 2009

Sem querer ser repetitivo: fiz um post sobre isso em dezembro de 2009, com as parciais do Projeto Intermeios.

Agora saiu o consolidado do ano e a web fechou com 4.3% de share, contra 4.4% do rádio.

Mas…

Os números do Projeto Interneios ( aqui a tabela com todos os meios), como eu não canso de repetir, não incluem o faturamento do Google.

Bye bye rádio.

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