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Adnetworks&exchanges: a semana de 13/05-19/05
Publicado em adexchanges, adnetworks, Display advertising, redes de publicidade em 21/05/2012
Mais um artigo desmistificando a compra de mídia display
Olha, o artigo no Digiday é ótimo, mas vamos ser sinceros: comprar mídia online é bem mais complicado que os outros meios.
Kawaja defende um “sistema operacional”para a mídia display
Novamente ele tocou neste ponto em sua apresentação no CM Summit. O GigaOm fez a cobertura.
Um ano depois, Neal Mohan revisita suas previsões para display
Ano passado no Innovation Days do IAB, Neal Mohan, VP do Google, fez uma série de previsões sobre o mercado. Um ano depois, elas ainda fazem sentido? Ele fez uma atualização durante no Digital Media Summit, evento anual organizado pela LUMA Partner. Ele próprio escreve no blog da DoubleClick.
190 bilhões de impressões servidas no Brasil durante o primeiro trimestre.
É o que diz a comScore. Mas este não é o inventário total de display disponível aos anunciantes, já que diversas networks e exchanges vendem inventário de sites internacionais, segmentado para IPs brasileiros.
RealMedia comercializa rede sul-africana no Brasil. Mas…
A Ad Dynamo chega ao Brasil representada pela RealMedia, anuncia o PropMark. Por outro lado, a RM não adquire mais inventário na RightMedia e nem DoubleClick AdEx. É no mínimo curioso uma adnetwork representando outra em tempos de adexchanges. Estratégia caranguejo?
Privacidade online sem radicalismos
Publicado em internet em 17/05/2012
Nossa vida hoje está toda online, seja em sistemas abertos ou fechados.
Seus dados comerciais, pessoais, tudo pode ser acessado via internet, goste você ou não. Seu celular rastreia, até mesmo quando desligado, sua localização, você já viu isso em inúmeros filmes.
Eu sou fervoroso usuário do Facebook. Disponibilizo fotos, faço check-in e tudo mais o que o site permite. Mas procuro limitar o acesso, criando listas e dividindo os amigos dos “amigos”. Uso bastante o Twitter, este mais para trabalho. MSN e GTalk abandonei, graças ao Facebook, mas passava o dia todo online. Google Plus? Não me seduziu, ainda. Nem o Instagram e Pinterest, onde posto mas não entro para ver o que outros postaram.
Já conheci algumas pessoas online e ficamos bons amigos antes mesmo de nos conhecermos pessoalmente. Por exemplo, colaboro escrevendo artigos no site Webinsider desde 2003 e nunca me encontrei com o sócio e editor.
Por outro lado, nossa declaração de imposto de renda é enviada via internet. Por mais que digam que o sistema é inviolável, sabemos que nem sempre é assim. Não é de hoje que você encontra em camelôs as famosas listas de nomes e contatos da Receita Federal, muito usadas em spam e, antes da internet, malas direta. Sem sua autorização.
Uso a internet praticamente para tudo.
Banco? Internet
Compras no supermercado? Internet
Ingressos pra cinema? Internet.
Televisão? Assisto os seriados norte-americanos via web.
Música? Downloads online, claro.
Viagens? Hotéis e passagens compradas sempre online, sempre!
Via internet você pode até mesmo monitorar a segurança de sua casa. Pense bem e veja o quanto a internet está dentro de sua vida hoje.
Ok, você pode até não ser um “radical” online como eu. Meu pai, por exemplo. Avesso a tecnologia. Tem um celular que quase não usa e o modelo mais simples que existe (pessoalmente, acho o iPhone mais simples que o dele, mas enfim…). Não tem computador, não tem internet, nunca teve um dvd, parou no videocassete.
Isto, claro, não o impede de ser uma das pessoas mais bem informadas e articuladas para qualquer tema – de esporte a política, passando por história – que conheço. Mesmo ele vive comentando “como esses caras (leia-se políticos, comentaristas de futebol e outros menos graduados) na TV falam besteira. Pena que não tenho um computador e e-mail aqui, senão responderia no ato para eles”.
Se você fizer uma busca no Google pelo meu nome, serão milhares de resultados, mesmo excluindo os homônimos. Google aliás que botou fim em diversas discussões acaloradas em mesas de bar. Afinal, se você tem dúvida sobre algum assunto, não precisa mais perder horas filosofando e fazendo apostas sobre quem está certo ou errado. Dá um Google. Ok, concordo que nisso a internet só atrapalhou, pois nada como uma boa filosofia de boteco.
Existe uma grande discussão no mundo todo sobre privacidade na internet. A concentração de informação nas mãos de poucas empresas preocupa entidades da sociedade civil, pois isto pode ser usado de forma abusiva, especificamente para fins publicitários.
Legal, concordo. Mas pense bem: sua vida está toda online já, goste você ou não. Sabe meu pai, aquele que não acessa a internet? Pois é, tem informações sobre ele online, basta ir ao Google. Por outro lado, nos últimos quatro meses ele teve seu cartão clonado, possivelmente em postos de gasolina e restaurantes.
A discussão sobre privacidade é importante, sem dúvida, mas precisamos de cautela e evitar que aproveitadores – especialmente políticos – usem este pretexto para se promover e com isso prejudicar não apenas negócios saudáveis, como a publicidade, a produção de conteúdo e o comércio eletrônico, mas também a vida das pessoas, que usam a internet para trabalho e entretenimento.
Para exemplificar o absurdo a que o radicalismo pode nos levar, veja este site criado na Holanda por uma coalisão de empresas e o IAB. Ele respeita todas as normas de privacidade que vem sendo discutidas na Europa.
Experimente navegar e você vai entender do que estou falando.
(Artigo publicado na revista ProXXIma e no Webinsider.)
Adnetworks&exchanges: a semana de 6/05-12/05
Publicado em adexchanges, adnetworks, Display advertising, redes de publicidade em 14/05/2012
Pronto, mais um matou o banner!
Dan Greenberg, CEO da Sharethrough, escreveu no Digiday dizendo que banners e pre-rolls não funcionam e o futuro está no que ele chama de “formatos nativos” de cada site. Você concorda? Minha opinião: ele usa apenas como exemplos sites de redes sociais, o que torna a análise dele prejudicada. Quando vão desistir de matar o banner, que coisa chata isso!
Apps funcionam para publicidade?
Ótimo artigo no AdExchanger analisando as possibilidades criadas pelos apps e como agências, veículos e fornecedores de tecnologia estão se adaptando.
Consolidação no mercado de DMP?
Turn e eXalate anunciaram em press release integração de seus dados.
Investimentos em RTB não param de crescer
Veja dados da eMarketer.
Viewable impressions: métrica do futuro para campanhas display?
É o que acha Joanna O’Connel, analista da Forrester, em artigo para o Adexchanger. Meu problema com isso é o IAB dizer que uma impressão é válida com apenas 50% do anúncio carregado. Absurdo.
Quem passou pelo ProXXIma?
Publicado em eventos em 11/05/2012
Eu! E vc, estava lá?
Mais vídeos do evento no canal ProXXIma no YouTube.
Da série “coisas que apenas a publicidade contextual faz por você”
Publicado em publicidade em 09/05/2012
Pode fazer publicidade contextual em mídia offline? Sim, Claro!
(trocadilho inevitável)
(foto de Rudy Wielganczuk, postada no Facebook e compartilhada por um número cada vez mais de pessoas)
Adnetworks&exchanges: a semana de 29/04-5/05
Publicado em adexchanges, adnetworks, Display advertising em 07/05/2012
Semana passada estive em viagem novamente, acompanhando o primeiro evento de RTB do IAB UK. Casa cheia, conteúdo bastante interessante. Vou produzir um artigo sobre o que vi lá. Algumas notinhas interessantes que tive tempo de ler:
MediaMath lança uma agência de mídia
Talvez a grande notícia da semana: uma das maiores DSPs do mercado lançou sua própria agência, em operação separada. Leia mais no ClickZ. Para saber mais leia a entrevista com o CEO da MediaMath ao Adexchanger.
Como uma DMP chega ao perfil dos consumidores?
Esta eu acabei não publicando semana passada: a Navegg mostra em seu blog como identifica os perfis que oferecem ao mercado para veiculação de campanhas publicitárias. Vale a leitura, belo aprendizado.
Private exchanges: muito barulho por nada?
Belo artigo no Digiday. Acredito que criar private exchanges é um bom caminho para os portais brasileiros entrarem rapidamente no jogo de venda de mídia em tempo real.
Agências de publicidade vs empresas de tecnologia para publicidade. Choque inevitável?
O Exchange Wire tem um bom artigo sobre o assunto, já que cada vez mais parece que compra de mídia programa é o futuro da mídia online. Ou seria o presente?
E, pra fechar a semana, o que Hitler acha da compra de mídia em tempo real? Mais uma pérola de Terry Kawaja.
Adnetworks&exchanges: a semana de 22/04-28/04
Publicado em adexchanges, adnetworks, Display advertising, redes de publicidade em 30/04/2012
Como anda o mercado display na China
Quer saber como anda o mercado lá? Leia a entrevista do CTO da iPinyou para o Adexchanger.
Você dá tapa em outdoor?
Não é de hoje que eu critico o click-through como métrica de campanha. Agora a comScore lança outro estudo que desmistifica ainda mais o CTR. Leia mais no AdAge. Sobre o tapa em outdoor: é a metáfora que sempre uso para justificar porque clicar não é o mais importante. Afinal, quando você vê um outdoor, não para o carro, desce, dá um tapa nele e vai ao supermercado comprar o produto anunciando, não é mesmo?
Quer saber mais sobre Real Time Bidding?
Blog do Google traz bastante conteúdo interessante.
Cookies são os vilões da publicidade?
Aparentemente sim, haja visto os debates sobre privacidade, onde eles são sempre os culpados. Mas será mesmo? Leia no Digiday um bom texto comparando cookies com spam.
Uma aula sobre audiência
Texto excelente do Caíque Severo, veterano do mercado de mídia online desde os tempos do ZAZ (atual Terra), onde ele detalha os principais conceitos de métricas de audiência. Vale ler!
Embarco hoje para Londres onde irei acompanhar a primeira conferência do IAB inglês sobre Real Time Advertising, que rola dia 2 de maio. Acompanhe no Twitter.
Adnetworks&exchanges: a semana de 15/04-21/04
Publicado em adexchanges, adnetworks, Display advertising, redes de publicidade em 24/04/2012
Desculpem o atraso, não foi possível postar ontem.
Como anda a BlueKai?
Omar Tawakol dá um update sobre tudo que está rolando, no AdExchanger.
“Somos uma empresa de tecnologia, não uma agência”
Palavras do sempre simpático Dave Moore, CEO da 24/7 Realmedia sobre uma dúvida cada vez maior sobre o papel das adnetworks, com o a evolução das exchanges. Leia mais no Adexchanger.
Por que os CPCs do Google estão caindo?
Leia a análise do Business Insider.
Futuro negro para as agency trading desks?
Jake Marshall diz no Digiday que sim.
Google lança suas próprias métricas para campanhas display
Em um movimento típico, o Google segue seu próprio caminho, sem se preocupar com o mercado, e lança novas métricas e um painel de audiência. Sinal amarelo para Nielsen e comScore. Leia a introdução de Neil Mohan, o poderoso VP de Display, no blog do Google e todos os detalhes no blog do Adwords para agências. O AdAge tem uma boa história sobre o assunto. E para fechar o assunto, um vídeo do Neil Mohan na AdAge Digital conference falando sobre o assunto.
Adnetworks&exchanges: a semana de 8/04-14/04
Publicado em adexchanges, adnetworks, Display advertising, redes de publicidade em 16/04/2012
Natural Born Clickers
Mantive o título em inglês porque gostei do trocadilho. Bom artigo de Nate Goodman no ClickZ.
31% dos anúncios online não são vistos nos EUA.
E aí, o que fazer? Mudar as métricas? Ou mudar a definição do que é um anúncio? Leia mais no AdAge.
Novos guidelines do IAB para video ads
Leia mais sobre os novos padrões do IAB e comentários no blog da DoubleClick.
Números globais da publicidade online
Ótimo para ppts
via MediaPost.
Um novo modelo de private adnetwork
Muito interessante modelo que combina ponto-de-venda com mobile. Leia mais sobre a nSide no PR Web.
Críticas ao vGRP
Semana passada postei sobre o lançamento do vGRP no Brasil. Leia um belo artigo sobre porque esta pode não ser uma boa solução para as campanhas display. Via ExchangeWire.
MediaMind e 24/7 Realmedia fecham parceria
Será que chega ao Brasil? Leia mais sobre no ClickZ.
DoubleClick adexchange chega à China ( e este mês no Brasil também)
Post no blog do Google, para treinar um pouco seu mandarim
“Mas é um ipad, não um computador”
“Desliguem seus aparelhos eletrônicos, computadores, pagers, videogames”. Mas nada sobre iPad, o que levou uma senhora a tecer este comentário do título. Ouvi a frase em um vôo internacional, coincidentemente ou não, quando estava a caminho de um evento de inovação na Suíça, o Lift 2012.
(Pagers. Quem hoje em dia ainda anda com um pager?)
Apesar de todos os discursos de que os tablets vão substituir os computadores, pessoas como a minha colega de vôo ainda os enxergam como coisas diferentes. Aliás, o pessoal da segurança dos aeroportos também, afinal você precisa tirar o notebook de sua mochila para o raio-X, mas o iPad não.
É um conceito interessante este de inovação. O que é inovação? Social media é inovação?
“Sim, mudou a forma das pessoas se relacionarem, entre si e com empresas. Mas não consigo ficar atualizado com todo o que acontece, ainda mais com o conteúdo gerado pelas pessoas via Twitter e Facebook, principalmente” você pode dizer.
Essa é uma grandes queixas hoje em dia: “information overload”.
E se eu te disser que este problema existe desde sempre e gente como Platão reclamava, em 370 antes de Cristo, que “Nossa habilidade em escrever nos impedirá de lembrar de tudo” ou então Seneca, um dos mais célebres advogados e filósofos do Império Romano, que afirmou “a abundância de livros é uma distração”. Uau!
Anais Saint Jude, diretora do BiblioTech Program na Universidade de Stanford, fez uma brilhante apresentação no Lift, com o título “From Gutenberg To Zuckerberg” e mostrou que não é de hoje que a humanidade sofre com o excesso de informação. E também que o fenômeno das redes sociais vem de muito antes do experimento dos seis graus de separação, de Milgram. O século 17, com suas diversas inovações, como a descoberta da América, as teorias de Copérnico e principalmente o surgimento da prensa de Gutenberg, trouxe uma troca de informações comparável ao que vivenciamos hoje. Claro, entre os séculos 14 e 17 era a troca de correspondências entre mercadores de Veneza até os Iluministas franceses, que cumpriam o papel do Twitter e Facebook, ao trazer notícias em informações em “tempo real.
Qual a última coisa que você faz quando acorda? Se for como eu, é pegar o celular ou o iPad e checar o Twitter e Facebook. Novidade? Que nada, Voltaire já acordava ditando cartas, como podemos comprovar na famosa pintura “Le Lever de Voltaire”.
Mas inovação está em todos os lugares. Até mesmo onde não pensamos. O dinheiro, por exemplo. Até a revolução industrial, o trabalho era algo que não existia. Você gerava recursos para sua própria sobrevivência e trocava, por exemplo, seus vegetais por um porco que iria abater para sua refeição.
Você já ouviu falar de bitcoin? É uma moeda virtual criada em 2009 baseada no conceito de P2P e que até hoje gera muita controvérsia, tendo inclusive sendo combatido nos EUA por senadores e órgãos governamentais. Adriana Jeffrieis, repórter do The New Yorker Observer, mostrou todos os lados desta controvérsia, que foi capa de revistas como FastCompany e Forbes, além de tema de um episódio recente da séria The Good Wife.
Sem dúvida a internet mudou muito o mundo, mas muitas coisas já estavam por aí, pois fazem parte da natureza humana. Recomendo a vocês acompanhar os vídeos da Lift 2012 que estão sendo postados no site vídeos.liftconference.com pois tenho certeza que irão curtir, pra usar um termo bem popular. Se tiver que escolher apenas um para assistir, não perca a apresentação do coreano Hojun Song, que construiu um satélite em casa e que irá para o espaço em agosto.
Texto publicado na revista ProXXIma de abril/2012 e no Webinsider.
