Arquivo de setembro \28\UTC 2009

CPM é métrica?

Responda rápido: você ou alguma agência/anunciante que você conhece já utilizou CPM como métrica de sucesso?

Nem eu. Já vi taxa de cliques, volume de cliques, cadastros, etc, mas nunca CPM.

Porém um artigo publicado no TechCrunch este final de semana levantou esta polêmica, ao sugerir a morte do CPM.

O fato é que o artigo do Shelby Bonnie não traz nada de novo, é o que os jornalistas chamam de história requentada. Mas, como a retórica dele é muito boa, a discussão aflorou no Facebook graças ao Maurício Tortosa, que reproduziu o texto. O BlueBus traz nota sobre isso hoje inclusive.

Digo que o artigo é requentado porque as novas métricas que ele sugere não tem nada de novo, pois já estão previstas em um guideline do IAB publicado há algum tempo. O documento foca redes sociais, mas pode perfeitamente nortear a publicidade em sites “tradicionais” dentro da nova situação comentada pelo Shelby.

Agora, o CPM deve morrer? Não no curto prazo, mas Shelby tem mérito de ter usado um tema popular para fomentar uma discussão necessária.

Pelo menos ele não falou em matar o banner. :-)

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Ausente, mas não por fora

Ok, estive ausente mas por razões complexas e pssoais: sim, há furtos nos EUA e fui vítima de um deles.

Enfim, tenho lido com atenção os comentários sobre a Advertising Week em NY e alguns outros artigos polêmicos sobre publicidade online que tem repercutido por aqui.

Prometo elaborar (e linkar) mais nos dois próximos dias, já que todo mundo tem opinião pra tudo.

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3 coisas que você precisa saber sobre o Google FastFlip

Se bem sucedido, o Google FastFlip, novo sistema para leitura de jornais e revistas, pode ter um impacto gigantesco tanto para os veículos impressos e sua presença online, quanto para anunciantes e leitores de notícias.

Alguns desafios incluem:

1. Métricas: se o leitor pode ler todo o conteúdo via FastFlip, como medir essa audiência, que passa a ser do Google e não mais da revista/jornal? Mais ou menos nessa linha, veja a opinião do Publishing 2.0 sobre o produto e o impacto para os veículos impressos.

2. Links patrocinados: apesar de não contar com veículos brasileiros, ele já faz parte da rede de conteúdo em campanhas brasileiras, pois já vi anúncios do Submarino, entre outros, por lá (veja exemplo abaixo)

3. RSS: se a tecnologia pegar, pode sepultar de vez o RSS, já que é muito mais interessante e lúdico.

Eu gostei muito do produto e tem tudo para emplacar. E você, o que você acha, o FastFlip vai pegar ou não?

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Rede de Publicidade ou Programa de Filiados?

Por conta de um artigo que escrevi recebi alguns emails com comentários, dúvidas e perguntas.

Um deles me chamou a atenção e resolvi compartilhar a resposta aqui, porque acho que muitas pessoas podem ter a mesma dúvida.

A pergunta foi: qual a diferença entre redes de publicidade e programa de filiados? Como o dono do site ganha dinheiro?

Nas redes de publicidade os sites recebem uma porcentagem sobre a PUBLICIDADE veiculada em seu site. Ou seja, se um anunciante paga 1.000 reais para ter sua campanha exibida no site, o dono do site fica com uma porcentagem disso e a rede que vendeu a campanha ao anunciante com outra.

No programa de filiados ele recebe uma comissão pelas VENDAS realizadas a partir de uma campanha em seu site. O dono do site inscreve-se em um programa – do Submarino, por exemplo- e exibe por sua própria conta e risco um anúncio. Se esse anúncio gerar uma venda no site do administrador do programa ele ganha uma comissão. Se não gerar nada o dono do site não ganha nada, apesar de ter exibido uma oferta.

Ficou claro ou confundiu mais?

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Um balanço dos eventos recentes

Depois de dois eventos praticamente seguidos – Digital Age e Proxxima – acredito que dá para fazer um balanço dos temas abordados.

Branding na internet
Claro que dá para fazer, mas uma coisa é você criar em um mercado com 80% de penetração de internet (EUA) e outra é no Brasil, com “apenas” 30%. O foco e as estratégias são completamente diferentes.

Social Media
Chega, já deu! Como eu disse no Twitter: já que ninguém tem nada de novo pra falar, deveriam proibir novos eventos até o final do ano.

Mobile Marketing
Vive o mesmo dilema da web anos atrás: carece de referências, de padrões e métricas adequadas. E antes que joguem pedras em mim, vejam o que disse no Proxxima Bob Schukai, vice-presidente de tecnologias Wireless e Broadband da Turner Broadcasting System “Ainda não conseguimos estabelecer a moeda corrente do mobile marketing. Não sabemos ainda como e o que valorizar entre as informações colhidas”. Mas pelos menos estão cobrando um CPM altíssimo :-)

ROI
Tem agência dizendo que “ROI não é tudo“. Minha sugestão é: pergunte ao seu cliente antes de afirmar isso. ROI é TUDO SIM! Mas você precisa saber medi-lo, pois seja em campanhas de performance ou de construção de marca sempre é possível calcular o retorno sobre seu investimento.

SEM
Impressionante, continua sendo ignorado nos grandes eventos. Como falei no SMX: as pessoas falam muito de integração do offline com online, quando deveriam começar a se preocupar mais em integrar o online com o online. Search não vive sem Display e Display não vive sem Search.

Crescimento do bolo
Inevitável, inexorável. Mas estamos correndo a maratona e não os 100 metros, por isso calma com o andor. De novo lembre-se: 80% de penetração vs. 30% de penetração. E outra: cuidado com o que você deseja, pois pode conseguir. O fato é que ainda há muito a ser feito para que possamos fazer jus aos sonhados 10% de share que foi colocado como meta pelo mercado.

Transmídia
Um modo moderno de falar em crossmídia?

Deixei alguma coisa de fora?

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